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Vizinhos se juntam e fazem mutirão para consertar bikes alagadas em prédio

Diego Salgado

Repórter do UOL desde 2015, com passagens por Estadão e Portal 2014. Ciclista há 20 anos na cidade de São Paulo, já pedalou por 10 países e atravessou sozinho a América do Sul e a Europa. A Oceania é o próximo desafio.

18/02/2020 04h00

Imagens de garagens inundadas vieram à tona no começo da semana passada, depois da forte chuva que caiu na cidade de São Paulo. Os prejuízos, diante do cenário, foram além dos automóveis. Em um prédio da Vila Leopoldina, zona oeste da capital paulista, mais de 100 bicicletas ficaram submersas por mais de 96 horas - o condomínio é vizinho àquele que teve uma Lamborghini Huracán quase coberta pela água.

Uma semana depois da inundação da garagem, moradores se juntaram com o objetivo de limpar as bicicletas e deixá-las aptas para o uso. Em um grupo de WhatsApp, eles se organizaram, criaram uma lista dos modelos e foram atrás de um mecânico. De acordo com um morador, a água cobriu toda a garagem. As bicicletas estavam penduradas em uma área específica.

O nível da água começou a baixar na quinta-feira (13). Depois do escoamento, foi possível ver o estado das bicicletas, todas cheias de barro e ferrugem. Os moradores, então, juntaram-se. O primeiro passo foi criar o grupo no WhatsApp. Em seguida, achar uma bicicletaria na região. Quem aderiu ao mutirão ganhará um desconto no serviço, que consiste em lavagem, desmontagem, regulagem e troca de cabos de freio e câmbio.

Uma das mais de 100 bicicletas que ficaram submersas na garagem de um prédio da Vila Leopoldina - Acervo
Uma das mais de 100 bicicletas que ficaram submersas na garagem de um prédio da Vila Leopoldina
Imagem: Acervo

"Estamos preparados para atender esse volume de bicicletas. Consigo fazer até 150 por mês. Primeiro vou lavar todas elas, com produto biodegradável. Depois elas vão para oficina. Vou desmontar todas. Em seguida, vou lubrificar e regular", afirmou Eduardo Oliveira, um dos donos da Bikeweb, na Vila Leopoldina.

Ele disse que as peças mais importantes das bicicletas serão reaproveitadas. Somente algumas serão trocadas durante a limpeza.

"Peças não se perdem. É só lavar bem, tirar a ferrugem e barro. A única coisa que vai precisar trocar são os cabos e conduítes, porque oxida dentro e não tem o que fazer, mas o restante é tudo desmontado, lubrificado e montado de novo", disse Eduardo, que terá a ajuda do sócio Wellington Camargo.

Parte das bicicletas já está na bicicletaria. Ontem (17), aproximadamente 30 modelos foram levados ao local. A expectativa é que elas sejam entregues ao moradores na semana que vem.