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De Hilux a 208: 8 carros ameaçados no Brasil após eleição na Argentina

Não são poucos os carros produzidos na Argentina que chegam ao Brasil sem impostos - assim como o contrário também acontece. Essa relação comercial sempre foi muito importante, com números expressivos de vendas, mas pode estar com os dias contados após a eleição de Javier Milei como presidente e as promessas de tirar seu país do Mercosul.

Honestamente não acredito que vá acontecer, mas aproveito o tema para listar quais carros podemos perder no nosso mercado. Pesquisei, e cheguei nesses oito modelos, que somam quase 154 mil emplacamentos em 2023.

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Imagem: Vitor Matsubara/UOL

Fiat Cronos

Os sedãs pequenos sempre se deram bem na Argentina, tanto que o carro mais vendido por lá é o Fiat Cronos. Aqui está na 18ª posição, com quase 39 mil unidades vendidas no ano, e só perde para o Onix Plus na sua categoria. É um dos poucos automáticos que custam menos de R$ 100 mil no nosso mercado.

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Imagem: Divulgação

Toyota Hilux

Nem todos sabem, mas nossa Hilux vem da Argentina. Sucesso entre os picapeiros, fideliza clientes principalmente devido a sua liquidez no mercado. Isso se deve a baixa desvalorização que, claro, acontece por ser um produto muito bom.

Ocupa a 20ª posição dos veículos mais vendidos, com pouco mais de 38 mil unidades vendidas no ano, mas é a líder da categoria das picapes médias, com larga vantagem para a segunda colocada.

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Peugeot 208
Peugeot 208 Imagem: Divulgação

Peugeot 208

Esse já foi francês, brasileiro, e agora é argentino. Recentemente ganhou motor 1.0 turbo, mas ainda está longe de vender o que merecia, considerando sua qualidade e sua beleza.

Talvez seja fruto da imagem negativa que a marca ainda tem no nosso país, mas fato é que o 208 ocupa apenas a 27ª posição, com pouco mais de 23 mil unidades vendidas no ano. É outro automático que ainda se consegue comprar com menos de R$ 100 mil.

Ford Ranger
Ford Ranger Imagem: Divulgação

Ford Ranger

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Junto com a S10, a Ranger popularizou as picapes médias no Brasil. Começou importada dos Estados Unidos, com versões que hoje são cobiçadas no mercado de carros antigos. Mas não demorou para vir da Argentina, ainda no fim da década de 90, e de lá continuou sendo importada sem interrupções.

Mudou recentemente de geração e esbanja qualidade. Ocupa a 37ª posição, com quase 16 mil unidades vendidas.

Toyota SW4
Toyota SW4 Imagem: Divulgação

Toyota SW4

A versão fechada da Hilux também vem da Argentina e é dos SUVs mais desejados. Não é o mais moderno, tampouco o mais luxuoso, mas por utilizar concepção de carroceria separada do chassi, aguenta desaforos como poucos.

Iguais ao SW4, somente Trailblazer e Pajero, mas levam uma surra da Toyota nas vendas, onde ocupa a 38ª posição geral, com quase 13 mil unidades vendidas no ano. Nada mal para um veículo que bate os R$ 450 mil na versão mais cara.

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VW Taos
VW Taos Imagem: Divulgação

Volkswagen Taos

O Taos é bom, espaçoso, confortável e eficiente, mas não vende bem. Um dos motivos é justamente o fato de ser importado da Argentina. Fosse ele nacional, com maior capacidade de produção e entrega, poderia estar melhor ranqueado, já que pertence a categoria dos SUVs, a mais desejada do momento.

Hoje, ele ocupa apenas a 39ª posição, com pouco mais de 12 mil unidades vendidas no ano.

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Imagem: Divulgação

Nissan Frontier

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Terceira picape argentina da lista, a Frontier não é das mais lembradas na categoria, mas é tida como uma das mais confortáveis, graças ao acerto da suspensão traseira.

É a única com seis anos de garantia, um baita diferencial para um veículo com motor diesel, mas parece que isso não tem efeito nas vendas. Ela ocupa a 49ª posição, com menos de 7 mil unidades vendidas no ano.

VW Amarok
VW Amarok Imagem: Fotos: VW | Divulgação

Volkswagen Amarok

Ela acelera como um carro esportivo graças ao motorzão de 258 cv, mas seu ponto fraco é sua complexidade mecânica, com altos custos de reparo.

É o argentino menos vendido no nosso mercado, ocupa apenas a 51ª posição, com pouco mais de 6 mil unidades vendidas no ano.

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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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