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Rio de Janeiro

Foliões do Céu na Terra encaram ladeira, batina e instrumento de 12 quilos

Ana Paula Bazolli

Colaboração para o UOL, do Rio

18/02/2017 15h13

O bloco "Céu na Terra", tradicional de Santa Teresa desde 2004, começou o seu desfile pelo bairro pontualmente às 7h30 da manhã, meia hora antes do marcado, no sábado (18). Mesmo sendo cedo, a animação tomou conta dos foliões pelas estreitas ruas de Santa. Achar o bloco e chegar nele de transporte público foi um problema, mas não tirou a animação da galera.

Roberta Thomaz, jornalista de 22 anos, foi fantasiada de cartomante. "Tive uma visão e vim. Tenho namorado, mas as pessoas perguntam as coisas sobre o futuro. Tinha um menino de faxineiro que quis saber se ia fazer muita faxina", falou ela, enquanto sacava suas cartas divertidas de tarô.

18.fev.2017 - O engenheiro eletrônico Fabio Marujo não se importou com o forte calor e foi fantasiado de padre ao bloco Céu na Terra, em Santa Teresa, no Rio - Ana Paula Bazolli/UOL - Ana Paula Bazolli/UOL
O engenheiro eletrônico Fabio Marujo não se importou com o forte calor e foi fantasiado de padre
Imagem: Ana Paula Bazolli/UOL

Fabio Marujo, o padre do bloco, é na vida real engenheiro eletrônico e tem um discurso todo pronto sobre sua escolha. "O Céu quando tá na Terra é um local abençoado e a gente precisa vir com a roupa correta. Quando o céu tá na terra tem que aproveitar. Nada melhor que um padre. Fiz dois casamentos hoje", brincou.

O calor de 37 graus, que marca o último dia do horário de verão, não foi um problema para usar a batina. "Minha mulher já mandou tirar a roupa, mas o folião tem que aguentar até o final", disse.

Quem tem que ter muito preparo para aguentar a folia é o músico Fernando Dalcano. Tocador de tuba, um instrumento de sopro que pesa 12 quilos, ele está animado com seu primeiro ano de bloco.

"Primeira vez que saio no Céu. Toco há 3 anos. Sinto o lábio dormente, mas vale o aprendizado. Faço por amor. Grana não rola", conta.