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Sofá, privada: governo americano detecta monkeypox na casa de infectados

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

22/08/2022 19h19

O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), dos EUA, detectou o vírus da varíola dos macacos em objetos como sofá, cobertor, maçanetas, interruptor e cadeira na casa de duas pessoas com a doença.

No relatório, publicado na última sexta-feira (19), o órgão explica que analisou amostras de 30 objetos de cômodos variados após o 20º dia de isolamento. Os dois infectados, identificados como A e B, vivem juntos sem outros moradores.

Ambos tiveram manifestações características da doença, incluindo febre, dores no corpo e lesões na pele em diversas regiões, como lábios, peito, pernas, mãos, couro cabeludo e pênis —a recomendação é retirar os pacientes do isolamento após a cicatrização de todas as feridas. O infectado A teve sintomas por 30 dias, já B apresentou sinais da doença por 22 dias.

A dupla ainda estava sintomática no momento da coleta das amostras. Os profissionais do Departamento de Saúde e Serviços Humanos de Utah, chamado UDHHS, entraram "discretamente" na residência e com equipamentos de proteção, descreveu o CDC. Os materiais foram coletados em um único dia e, depois, enviados ao órgão norte-americano para serem submetidos à análise via PCR.

Resultados

Os objetos foram divididos em porosos, não porosos e mistos. Ao todo, 21 das amostras apresentaram resultado positivo, representando 70% das análises colhidas. Isso inclui os três objetos porosos —sofá, cobertor e uma espreguiçadeira de pano. Entre os dois materiais mistos, uma cadeira de escritório teve resultado positivo, e uma almofada para assento, resposta inconclusiva.

Foram analisadas 25 superfícies não porosas, e 17 apresentaram o vírus (68%) —entre elas, corrimão, interruptor, descarga, privada, maçanetas variadas da casa, máquina de café e tubos de pomada.

De acordo com o relatório, a dupla disse tomar banho uma ou duas vezes ao dia, assim como higienizar as mãos em torno de 10 vezes. Eles lavavam as roupas e itens de cama a cada semana e seguiram uma rotina de limpeza da casa, higienizando o chão e usando um spray de descontaminação nas superfícies diariamente.

O relatório afirma que o vírus foi identificado em muitos objetos e que isso poderia sugerir algum nível de contaminação no ambiente. No entanto, o órgão pondera que "a viabilidade do vírus pode ter decaído ao longo do tempo por inativação química ou ambiental". Isso indica que as medidas de limpeza seriam essenciais para diminuir o risco de infecção em casa.

Por fim, o CDC reforça que mais estudos são necessários para avaliar o risco de contaminação se outras pessoas tocarem essas superfícies.