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EUA: não vacinados têm 11 vezes mais risco de morrer de covid, diz estudo

Em meio a variante delta, as pessoas tinham 10 vezes mais risco de se infectar - Getty Images
Em meio a variante delta, as pessoas tinham 10 vezes mais risco de se infectar Imagem: Getty Images

Colaboração para o UOL*

10/09/2021 19h41

Um estudo do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos mostrou que pessoas não vacinadas contra a covid-19 têm 11 vezes mais risco de morrer pela doença. A pesquisa também descobriu que no verão, período no qual a variante delta se tornou dominante, esses cidadãos tinham 4,5 vezes mais risco de se infectar e 10 vezes mais risco de serem hospitalizados. O estudo é baseado nos imunizantes aplicados nos EUA: da Pfizer e da Moderna.

Além disso, outros dois relatórios publicados hoje, descobriram que mesmo em meio a muitos casos da variante mais contagiosa as vacinas mantiveram a maior parte da sua capacidade de manter os infectados fora do hospital.

O levantamento do CDC foi feito com base em dados coletados pela rede de vigilância de hospitalização da agência e examinou mais de 600 mil casos da doença em todo país, entre abril e julho.

Proteção contra a variante delta

Um segundo estudo analisou a eficácia dos imunizantes contra a variante delta, considerada mais contagiosa. As vacinas permaneceram altamente eficazes, com mais de 90% de eficácia, contra hospitalização entre menores de 65 anos. A proteção, porém, diminui um pouco para pessoas de 65 anos ou mais, caindo para pouco menos de 80%.

O terceiro levantamento teve resultados semelhantes. Em geral, os dados indicaram que as vacinas contra a covid-19 oferecem proteção forte contra hospitalizações e mortes, mas, entre adultos com mais de 75 anos, ficam em 76%.

Os dados norte-americanos também mostraram diferenças entre os imunizantes. Eles indicam, por exemplo, que a dose da Moderna é mais eficaz para prevenir hospitalizações em indivíduos de todas as idades do que as da Pfizer ou da Johnson & Johnson.

Com base nos casos de mais de 32 mil pessoas internadas em centros de urgência, prontos-socorros e hospitais, aquela da Moderna se mostrou 95% eficaz, a da Pfizer, 80%, e a da J&J, 60%.

* Com informações da Reuters.