PUBLICIDADE

Topo

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Dois novos remédios para tratar covid-19: a semana da pandemia

iStock
Imagem: iStock

Giulia Granchi

Do VivaBem, em São Paulo

10/09/2021 14h10

Um novo remédio aprovado para tratar casos de covid-19, a vacinação de jovens da cidade de Mauá sendo realizada em escolas apenas para estudantes da rede privada e a droga baricitinibe mostrando eficácia em estudo para reduzir mortes: leia as notícias mais relevantes da semana sobre a pandemia do coronavírus.

Novo medicamento aprovado pela Anvisa

A Anvisa aprovou na última quarta-feira (8), o uso emergencial do remédio sotrovimabe contra a covid-19. Injetável e de uso restrito a hospitais, o remédio é indicado para casos leves e moderados da covid-19. Ele atua contra a proteína spike do Sars-CoV-2 , bloqueando a entrada do vírus nas células humanas.

Sua tecnologia, segundo a Anvisa, cria uma barreira para a seleção de variantes resistentes e permite que o medicamento mantenha sua atividade contra cepas mutantes do coronavírus.

A diretora da Anvisa, Meiruze Freitas, disse que a autorização amplia as opções opções terapêuticas contra a covid-19, em especial aquelas capazes de atuar contra as novas variantes do vírus. "Esperamos que o uso desse medicamento reduza a necessidade de hospitalização em pacientes com covid-19 leve e moderado", acrescentou.

Essa é a quinta droga autorizada pela agência para o tratamento da doença, sendo a quarta a receber permissão em caráter emergencial.

Outro remédio ajuda a diminuir risco de morte

Um novo estudo com um medicamento já utilizado para tratar artrite reumatoide, doença crônica que causa dor, inchaço e inflamação nas juntas, demonstrou 38% de redução na mortalidade de pessoas hospitalizadas por causa da covid-19. O resultado foi publicado no dia 1º de setembro deste ano no renomado periódico The Lancet.

O baricitinibe, remédio oral da farmacêutica Eli Lilly, consegue inibir a "tempestade inflamatória" que o coronavírus causa no organismo. É considerada uma reação exagerada do sistema imunológico que pode afetar o funcionamento de órgãos, levando o paciente à morte.

"Quando administrado na hora certa, além de impedir a evolução dessa 'cascata' inflamatória da covid, também impede a replicação viral no corpo", explica Adilson Cavalcante, infectologista que coordenou o estudo no Hospital Anchieta da Faculdade de Medicina do ABC (SP).

Mauá vacina alunos da rede privada na escola

Alunos de 12 a 17 anos de colégios particulares de Mauá, região metropolitana de São Paulo, puderam receber a primeira dose da vacina contra covid-19 em suas escolas. A medida da prefeitura desagradou mães e moradores da cidade, já que a mesma opção não foi oferecida a estudantes da rede pública.

A gestão municipal informou que está em contato há duas semanas com as escolas públicas, mas que "obviamente, a logística em relação às escolas públicas tem que ser mais elaborada, já que a rede é muito maior do que a de unidades particulares."

Apesar dessa justificativa, há apenas uma escola da rede municipal frequentada por adolescentes da faixa etária atualmente liberada para vacinação. Mesmo assim, nem ela recebeu a visita da Secretaria Municipal de Saúde para aplicação das doses nos alunos.

"Coronavírus: o que você precisa saber" é um boletim produzido pela equipe de VivaBem com uma análise rápida das notícias mais relevantes dos últimos dias sobre a pandemia de uma forma simples e prática para todo mundo entender.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL