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Cuidar da mente para uma vida mais harmônica


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Como vencer procrastinação e cumprir tarefas chatas que precisam ser feitas

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Imagem: iStock

Heloísa Noronha

Colaboração para o VivaBem

18/08/2021 04h00

Procrastinar é uma atitude comum e totalmente humana. Aliás, é difícil encontrar uma única pessoa na face da Terra que não tenha adiado a realização de alguma tarefa pelo menos uma vez na vida. É claro que, de forma rotineira e até mesmo contumaz, a procrastinação acaba produzindo vários problemas no trabalho, nos estudos e até na vida pessoal e familiar. Além disso, postergar certas atividades —em especial, as mais difíceis ou chatas — pode se tornar um padrão de comportamento e é uma mania que, em maior ou menor grau, afeta a saúde mental.

Aquilo que devemos fazer e não fazemos fica "martelando" em nossa cabeça, ocupando um espaço que deveria se incumbir de pensamentos produtivos e agradáveis. Para quebrar esse ciclo, o ideal é elaborar algumas estratégias de enfrentamento do problema. Eis algumas sugestões simples, conforme especialistas:

Entenda os reais motivos do adiamento

Busque identificar quais são as razões mais profundas que levam a adiar a tal tarefa —justificar que é "irritante" não vale. Medo de errar/perfeccionismo, receio do que os outros vão achar do resultado, ansiedade, autossabotagem: são diversos os motivos possíveis. Ao conseguir reconhecer o que o aflige, você terá condições de trabalhar nisso e ressignificar a causa.

Faça o que é chato primeiro

O ser humano é hedonista, ou seja, busca satisfação e prazer. A tendência, portanto, é começar pelas tarefas mais fáceis ou interessantes e deixar os desafios ou incômodos para depois. A questão é que essa tática só faz com que a atividade maçante dure mais na sua cabeça, porque, bem no fundinho da sua mente, ela está lá, "esparramando-se". Ao iniciar por algo entediante ou pouco empolgante, você tira esse peso da cabeça e ganha disposição extra para realizar o que gosta.

Procrastinação no home office - iStock - iStock
É importante entender por que você está adianto tanto aquela tarefa
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Organize a tarefa

Você pode preparar primeiro tudo o que é necessário para fazê-la —o que já é um bom caminho andado, certo? Ou, ainda, dividi-la em pequenas etapas para cumprir pouco a pouco. Uma das técnicas mais conhecidas nesse sentido é a pomodoro, que consiste em trabalhar com foco e empenho por 25 minutos ininterruptos, fazer uma pausa de uns 5 minutos e depois retomar.

Torne o ambiente agradável

Uma mesa bem organizada e iluminada faz toda a diferença. Se a tarefa envolver algum trabalho doméstico —um faxinão mensal, por exemplo —, tente colocar uma trilha sonora animada para executar a atividade.

Pense no efeito motivacional

Ao conseguir executar uma tarefa difícil ou estressante, você acaba desenvolvendo melhor suas capacidades (a paciência, por exemplo) e eleva a autoestima, pois percebe que dá conta do que tem que fazer e isso proporciona bem-estar. Dessa satisfação surge a automotivação e um gás novo para a próxima tarefa!

Dê uma recompensa a você

Após cumprir um trabalho complicado, premie-se com um café, uma automassagem relaxante, uma pausa de uns 15 minutos para não fazer nada etc.

Monitore seus pensamentos

Também é interessante buscar controlar os pensamentos que estão impedindo você de fazer a tarefa chata. Talvez exista alguma crença disfuncional (de insegurança ou falta de autoconfiança) que vem atrapalhando a atitude prática.

Invista no mindfulness

A espécie de meditação que envolve atenção plena ajuda a manter a mente mais focada e livre de distrações, melhora a disposição, reduz os níveis de estresse e permite lidar com as situações de modo mais consciente.

Relacione a tarefa a um objetivo

Encontrar um sentido para a atividade que precisa desempenhar pode ajudar a lidar melhor com ela. Vale desde encerrar o expediente mais cedo até ganhar mais tempo para ver uma série ou ler um livro.

Fontes: Alexander Bez, psicólogo especialista em ansiedade e síndrome do pânico pela UCLA (Universidade da Califórnia), nos Estados Unidos; Antonio Chaves Filho, psicólogo do Hospital Santa Mônica, em São Paulo (SP); Monica Portella, psicóloga, doutora em psicologia social e cognitiva e mestre em psicologia social pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro); Paula Dutra, psicóloga com especialização em neuropsicologia pela UFRJ e em psicopedagogia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

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