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Total de vacinas da Fiocruz pode ficar abaixo da meta de 200 milhões

A diferença entre a meta da Fiocruz e o que é possível assegurar no momento ocorre devido a um atraso na chegada de IFA - ANDRE BORGES/AFP
A diferença entre a meta da Fiocruz e o que é possível assegurar no momento ocorre devido a um atraso na chegada de IFA Imagem: ANDRE BORGES/AFP

Reuters

04/08/2021 17h08

A Fundação Oswaldo Cruz pode ficar abaixo da meta de entregar 200 milhões de doses de vacina contra covid-19 ao PNI (Programa Nacional de Imunização) este ano, de acordo com o vice-presidente de Produção e Inovação da Fiocruz, Marco Krieger, que estima que é possível assegurar, no momento, de 180 milhões a 190 milhões de doses do imunizante Oxford-AstraZenca.

Segundo Krieger, a diferença entre a meta da Fiocruz e o que é possível assegurar no momento ocorre devido a um atraso na chegada de IFA (insumo farmacêutico ativo) do exterior e também por um prazo maior que o previsto para a entrega das primeiras doses produzidas com IFA brasileiro, que estava prevista originalmente para agosto, mas deve ocorrer somente em novembro, a depender de autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

"Minha expectativa é chegar este ano com uma entrega de 180 a 190 milhões de doses, mas depende da chegada de IFA e liberação da Anvisa com prazo excepcionalmente rápido", disse Krieger.

O compromisso inicial da Fiocruz era entregar 210 milhões de doses de vacina ao PNI em 2021, mas a meta foi revisada para 200 milhões por conta do atraso na chegada de IFA ao país. O cronograma previa a disponibilidade de 100 milhões de doses até o mês passado, mas esse volume só deve ser alcançado este mês.

Os planos originais apontavam que, a partir de agosto, 100 milhões de imunizantes seriam entregues já com o IFA nacional, mas, no momento, a previsão é que esse montante seja de até 50 milhões de doses, a partir de novembro. Para compensar, a Fiocruz acertou a importação de uma quantidade adicional de IFA para continuar realizando entregas ao PNI.

O vice-presidente da Fiocruz disse que, dependendo do ritmo de autorização e certificação da Anvisa, o governo poderá ter que importar mais IFA.

"Nós já temos garantido um compromisso juntando vacina com IFA nacional e IFA importado de 180 a 190 milhões de doses este ano", afirmou Krieger.

"O cronograma de chegada de IFA era de três lotes por mês, mas chegaram dois... Vamos chegar perto das 200 milhões de doses. Vamos receber, através de um acordo adicional de material, novos lotes de IFA de agosto até o fim do ano".

Segundo Krieger, até o momento o acordo da Fiocruz com o Ministério da Saúde prevê 150 milhões de doses este ano, e a quantidade adicional ainda será acertada entre as partes.

Os processos internos de produção da vacina com IFA nacional já começaram na Fiocruz, bem como a interação com técnicos da Anvisa, segundo Krieger.

A produção da vacina com IFA nacional foi viabilizada após um acordo de transferência de tecnologia com a AstraZeneca e a Universidade de Oxford.

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