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Precisa lamenta fim de acordo com a Bharat e fala em decisão 'precipitada'

Precisa disse que fim de acordo com a Bharat "é consequência direta do caos político que se tornou o debate sobre a pandemia" - Pavlo Gonchar/SOPA Images /LightRocket via Getty Images
Precisa disse que fim de acordo com a Bharat "é consequência direta do caos político que se tornou o debate sobre a pandemia" Imagem: Pavlo Gonchar/SOPA Images /LightRocket via Getty Images

De VivaBem, em São Paulo

23/07/2021 12h35Atualizada em 23/07/2021 16h17

A Precisa Medicamentos lamentou hoje o fim do acordo que tinha com a Bharat Biotech, laboratório indiano responsável pela fabricação da vacina contra a covid-19 Covaxin. Em nota, a Precisa chamou a decisão de "precipitada".

O cancelamento do memorando de entendimento para a importação da Covaxin foi anunciado hoje pelo laboratório indiano, que negou a autenticidade de dois documentos enviados pela Precisa ao Ministério da Saúde, com carimbo e uma suposta assinatura de um diretor da Bharat.

Para a Precisa, o fim do acordo "prejudica o esforço nacional para vencer uma doença que já ceifou mais de 500 mil vidas no país".

É ainda mais lastimável porque [o fim do acordo] é consequência direta do caos político que se tornou o debate sobre a pandemia, que deveria ter como foco a saúde pública, e não interesses políticos.
Precisa Medicamentos

A Precisa afirma ainda que "jamais praticou qualquer ilegalidade e reitera seu compromisso com a integridade nos processos de venda, aprovação e importação da vacina Covaxin".

"A empresa continuará exercendo sua atividade no ramo fármaco empresarial nos mais legítimos termos que sempre se pautou, com ética e valores sólidos, nesses mais de 20 anos de atuação", finaliza o texto.

Investigações na CPI da Covid

As negociações entre a Precisa e o Ministério da Saúde para a compra de doses da Covaxin se tornaram alvo da CPI da Covid, que identificou suspeitas de irregularidades no contrato assinado entre as partes.

No fim de fevereiro, a pasta da Saúde aceitou pagar US$ 15 por dose (R$ 80,70, na cotação da época) da Covaxin, adquirindo 20 milhões de doses do imunizante junto à Precisa Medicamentos, ao custo final de R$ 1,6 bilhão.

No final de junho, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), e o irmão dele e servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, disseram em depoimento à CPI que houve pressões atípicas para a importação das doses da Covaxin.

O deputado afirmou que relatou ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) as suspeitas que tinha sobre o contrato com a Precisa e, no encontro, o presidente citou o nome de Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, ao ouvir as denúncias.

Ainda segundo o deputado Miranda, Bolsonaro, ao citar o nome de Ricardo Barros, utilizou ainda a palavra "rolo", como se houvesse um esquema ilícito dentro do Ministério da Saúde que estaria sendo comandado pelo deputado paranaense. Barros nega qualquer acusação.

Quase 20 dias depois do depoimento dos irmãos, Bolsonaro confirmou que recebeu "papéis" do deputado Miranda. "Os papéis que ele deixou lá eu passei para frente" afirmou.

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