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Queiroga diz que Covaxin está descartada: não é importante agora para o PNI

Marcelo Queiroga diz que Brasil tem doses necessárias contratadas para vacinar população adulta neste ano - Ueslei Marcelino/Reuters
Marcelo Queiroga diz que Brasil tem doses necessárias contratadas para vacinar população adulta neste ano Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

Do VivaBem, em São Paulo*

23/07/2021 09h07Atualizada em 23/07/2021 10h17

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a compra de vacinas Covaxin está descartada neste momento. Em entrevista publicada hoje pela revista Veja, Queiroga afirmou que aquisição de imunizantes diferentes contra a covid-19 agora não é mais importante para o PNI (Programa Nacional de Imunização), uma vez que já há 'doses suficientes aprovadas pela Anvisa' (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A entrevista de Queiroga foi publicada antes de o laboratório indiano Bharat Biotech, fabricante Covaxin, anunciar a extinção imediata do memorando de entendimentos com a farmacêutica brasileira Precisa Medicamentos para comercialização no Brasil do imunizante. A Bharat Biotech, porém, disse que continuará trabalhando com a Anvisa para completar o processo de obtenção de aprovação regulatória da vacina no Brasil.

"Quanto à Covaxin, houve autorização de importação feita pela Anvisa, mas dentro de condições que restringem a quantidade de doses a um número muito pequeno e a estudos. Então, até por uma questão de conveniência e oportunidade, neste momento, não é importante para o nosso Programa Nacional de Imunização", disse Queiroga na entrevista.

Depois, questionado de forma direta se a Covaxin estava descartada, ele citou a suspensão do contrato, anunciado no último mês : "Sim, o contrato está suspenso".

As negociações para compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde tornaram-se alvo da CPI da Covid no Senado por suspeitas de irregularidades, o que levou a pasta a suspender o contrato para compra do imunizante após o empenho orçamentário de R$ 1,6 bilhão para pagar pelo fornecimento das doses da vacina. Na época, a pasta era chefiada por Eduardo Pazuello.

Queiroga usou o mesmo argumento de 'doses suficientes aprovadas' para comentar outras duas negociações que são alvo da CPI, ambas com a presença de intermediários no contato com o Ministério da Saúde: a da vacina da AstraZeneca pela Davati e a da CoronaVac por uma empresa não vinculada ao Instituto Butantan.

"Esses assuntos são tratados na Diretoria de Integridade, são alvo da Controladoria-Geral. O contrato com a Covaxin foi suspenso. Quero dizer o seguinte: essas vacinas, nenhuma delas é importante para o nosso Programa Nacional de Imunização no momento atual, porque já temos doses suficientes e validadas pela Anvisa", disse.

Ontem, o Ministério da Saúde anunciou a previsão de entrega de 63,3 milhões de doses para o mês de agosto. Ao todo, a pasta afirma ter distribuído 164,4 milhões de doses até o começo desta semana.

O Brasil utiliza quatro vacinas no processo de imunização: CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer e Janssen. Recentemente, Queiroga disse que são quase 600 milhões de doses contratadas que permitirão encerrar a imunização da população adulta ainda neste ano.

*Com informações da agência Reuters.

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