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Delta preocupa SP, e Butantan estuda eficácia de vacinas

Dimas Covas participou da coletiva do Governo do Estado no Palácio dos Bandeirantes - Divulgação
Dimas Covas participou da coletiva do Governo do Estado no Palácio dos Bandeirantes Imagem: Divulgação

Leonardo Martins, Rayanne Albuquerque e Henrique Sales Barros

Do VivaBem, em São Paulo

21/07/2021 13h53Atualizada em 21/07/2021 19h09

A variante delta da covid-19 preocupa o governo de São Paulo. De acordo com informações repassadas hoje pelo presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, o centro de pesquisa está trabalhando no isolamento da variante para depois avaliar, em laboratório, qual o desempenho do soro e vacinas desenvolvidos pelo instituto.

Existem estudos em andamento sobre o desempenho das vacinas em função da variante delta. A CoronaVac está em testes em laboratórios, mas ainda não conclusivos. O fato de termos o aumento de casos em alguns países levou estudos a serem adiantados
Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan

Dimas disse ainda que estuda a necessidade de uma terceira dose, porque "todas as vacinas têm que ser testadas". De acordo com o presidente do instituto, o Butantan em breve fará estudos sobre a necessidade ou não de uma terceira dose dos imunizantes.

A terceira dose — diferente da dose de reforço — é uma aplicação que complementa um único ciclo de vacinação. Já a dose de reforço é a vacina aplicada anualmente, para reforçar o primeiro ciclo de imunizações.

O secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse que para conter o avanço da pandemia é necessário um tripé entre a vacinação, o bloqueio e o monitoramento de contactantes, além da manutenção de regras sanitárias.

A cobertura vacinal para todo o estado de São Paulo foi garantida mais uma vez durante a coletiva que ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi. Hoje, o coordenador do centro de contingência ao coronavírus do governo de São Paulo, Paulo Menezes, afirmou que graças ao SUS (Sistema Único de Saúde), o estado conseguirá cumprir a meta de imunização estabelecida.

Isso garante uma cobertura vacinal que não observamos em nenhum país rico que observamos até o momento. O SUS, a nossa tradição, faz com que a população tenha uma ótima adesão À vacinação contra o novo coronavírus
Paulo Meneses

Segundo Gorinchteyn, os países que tiveram impactos negativos não respeitaram a regra máxima, que é a utilização de máscaras e evitar aglomerações. As declarações do secretário foram dadas após ele ser questionado sobre as regras de flexibilização adotadas pelo estado, diante do avanço da vacinação contra a covid-19.

Dessa maneira, São Paulo pode sim flexibilizar, ampliando a vacinação e fazendo as regras de utilização de máscaras e evitando as aglomerações
Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde de São Paulo

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