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Variante Delta: Antecipação da 2ª dose deve ser considerada, diz Dimas

Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan - Divulgação
Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan Imagem: Divulgação

Henrique Sales Barros, Leonardo Martins e Rayanne Albuquerque

Do VivaBem, em São Paulo

07/07/2021 13h52Atualizada em 07/07/2021 16h13

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, declarou hoje que, devido à circulação da variante Delta da covid-19 no estado de São Paulo, está sendo estudada a possibilidade de antecipar a segunda dose das vacinas contra o novo coronavírus.

Em entrevista coletiva do governo de São Paulo, Covas citou que a mutação indiana é preocupante no Brasil e no mundo e que, no momento, ela é a que está conseguindo se espalhar por mais países.

O médico informou que ela é tem potencial maior de disseminação, a mais rápida de disseminação e que a previsão é que ela predomine no mundo. "De fato, essa variante é uma preocupação. Não no Brasil, mas no mundo. Ela penetrou o maior número de países."

Aí, tem as questões das vacinas; as vacinas que têm duas doses, só completam a imunidade após a segunda. No caso da vacina do Butantan, o intervalo é de 28 dias, que é mais rapidamente que outras vacinas que têm intervalo de três meses. Então, sem dúvidas, a possibilidade de antecipação da segunda dose para essas vacinas deve ser considerado, sim."
Dimas Covas, presidente do Butantan

O presidente do Butantan disse ainda que a CoronaVac foi testada em laboratório, na China, contra a variante, e que os resultados foram "animadores".

É importante fazermos o acompanhamento dessas variantes [...] Esse acompanhamento é fundamental para mostrar qual será a evolução da Delta no nosso meio. Se ela começar a predominar, o próximo passo é saber como vai responder à questão das vacinas. A CoronaVac já foi testada em laboratório lá na China, contra essa variante, e os resultados foram muito animadores. Vamos ver como isso se comporta em termos populacionais."
Dimas Covas

"Temos uma variante que já está circulando no nosso meio, em pessoas que não tiveram histórico de viagens ou que tiveram contato com alguém que esteve na Índia. Dessa forma, temos que ter uma atenção especial", ressaltou o secretário estadual de Saúde. Jean Gorinchteyn.

"Mas é importante lembrarmos: precisamos ter mais doses de vacinas, principalmente das outras vacinas. Pfizer, AstraZeneca? Para que esse intervalo entre uma dose e outra possa ser estabelecido", completou.

Em contraste com as declarações de Dimas Covas, João Gabbardo, coordenador do Centro de Contingência da Covid-19, afirmou que diminuir o espaçamento entre a primeira dose e a segunda das vacinas contra o vírus talvez não seja o caminho, mas, sim, imunizar com uma primeira dose a maior parte da população.

Em relação a diminuir o tempo de espaçamento entre D1 e D2, talvez sejam muito mais interessante termos muito mais gente vacinada com a primeira dose do que dar a segunda dose pra alguém."
João Gabbardo

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