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Com 2.042 novas mortes, Brasil tem média estável e abaixo de 2 mil óbitos

Média móvel de mortes ficou em 1.873; dado está acima de 1.000 há 155 dias - Michael Dantas/AFP
Média móvel de mortes ficou em 1.873; dado está acima de 1.000 há 155 dias Imagem: Michael Dantas/AFP

Ana Paula Bimbati, Sara Baptista e Ricardo Espina

Do VivaBem, em São Paulo, e colaboração para o VivaBem, em São Paulo

24/06/2021 19h01Atualizada em 24/06/2021 20h52

Após 155 dias, o Brasil mantém média móvel de mortes de covid-19 acima de mil. Hoje, o índice ficou em 1.873, segundo dados obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de saúde.

Este dado é o cálculo da média diária de mortes a partir das informações dos últimos sete dias. Durante a chamada primeira onda, o maior tempo que a média móvel ficou acima de mil foi 31 dias.

Nas últimas 24 horas, o país teve 2.042 mortes em decorrência do coronavírus. O total de óbitos é de 509.282 desde o começo da pandemia.

média móvel 24/06 - UOL - UOL
Imagem: UOL

A média móvel diária de mortes é a melhor forma de analisar o comportamento da pandemia no país, pois corrige as flutuações que ocorrem durante o fim de semana e feriados. O dado de hoje é comparado com o índice de 14 dias atrás —que é o tempo comum de manifestação da doença. Se essa variação fica acima de 15%, há aceleração, abaixo de -15% é desaceleração e, entre os dois índices, indica tendência de estabilidade.

O país já ultrapassou os 18 milhões de diagnósticos de coronavírus. Foram registrados 72.613 novos casos desde as 20h de ontem, totalizando 18.243.391.

Os dados não representam quando os óbitos e diagnósticos de fato ocorreram, mas, sim, quando passaram a constar das bases oficiais dos governos.

Cinco estados reportaram mais de cem mortes de covid-19 nas últimas 24 horas. A soma do total de vítimas destes locais (1.404) representa mais do que a metade do total de mortes no país:

  • São Paulo - 781
  • Minas Gerais - 209
  • Rio de Janeiro - 186
  • Rio Grande do Sul - 124
  • Bahia - 104

Entre os estados, três apresentaram tendência de alta, dez mais o Distrito Federal tiveram queda e os outros 13 ficaram estáveis. Sobre as regiões, todas se mantiveram estáveis.

evolução estados 24/06 - UOL - UOL
Imagem: UOL

Veja a situação da pandemia nos estados e Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: queda (-36%)
  • Minas Gerais: alta (22%)
  • Rio de Janeiro: estável (-10%)
  • São Paulo: estável (5%)

Região Norte

  • Acre: queda (-47%)
  • Amazonas: queda (-40%)
  • Amapá: queda (-23%)
  • Pará: queda (-21%)
  • Rondônia: estável (6%)
  • Roraima: estável (-4%)
  • Tocantins: alta (19%)

Região Nordeste

  • Alagoas: estável (0%)
  • Bahia: estável (-7%)
  • Ceará: queda (-24%)
  • Maranhão: estável (2%)
  • Paraíba: queda (-21%)
  • Pernambuco: queda (-29%)
  • Piauí: estável (3%)
  • Rio Grande do Norte: queda (-26%)
  • Sergipe: estável (-15%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-23%)
  • Goiás: estável (-2%)
  • Mato Grosso: estável (-7%)
  • Mato Grosso do Sul: queda (-16%)

Região Sul

  • Paraná: alta (22%)
  • Rio Grande do Sul: estável (-14%)
  • Santa Catarina: estável (3%)

Dados do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou hoje que o Brasil reportou 2.032 novas mortes provocadas pela covid-19 entre ontem e hoje. Desde o começo da pandemia, houve 509.141 óbitos causados pela doença em todo o país.

Pelos números do ministério, houve 73.602 casos confirmados de covid-19 no Brasil nas últimas 24 horas, elevando o total de infectados para 18.243.483 desde março de 2020.

Segundo o governo federal, 16.511.701 pessoas se recuperaram da doença até o momento, com outras 1.222.641 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de saúde das 27 unidades da federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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