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Queiroga diz que vacinação precisa avançar para máscara não ser obrigatória

Do VivaBem, em São Paulo

10/06/2021 19h25Atualizada em 10/06/2021 21h07

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, comentou hoje o anúncio feito pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de que o uso de máscara deixará de ser obrigatório para pessoas que já foram vacinadas ou já contraíram a doença. Para o ministro, é preciso que a vacinação avance para que o plano seja colocado em prática.

Ele não deixou claro em que pé está o parecer, mas confirmou que recebeu um pedido de Bolsonaro para "fazer um estudo acerca do uso das máscaras".

Perguntado sobre quando essa medida passará a valer, Queiroga respondeu: "queremos que seja o mais rápido possível". "Para isso, precisamos vacinar a população brasileira e avançar", completou.

O ministro fez o comentário em uma breve entrevista coletiva em frente ao Ministério da Saúde. Pouco tempo depois, gravou um vídeo sobre o tema, que foi publicado nas redes sociais da pasta.

O presidente acompanha o cenário internacional, vê que em outros países onde a campanha de vacinação já avançou as pessoas já estão flexibilizando o uso das máscaras. O presidente me pediu que fizesse um estudo para avaliar a situação aqui no Brasil, então vamos atender essa demanda do presidente Bolsonaro, que está sempre preocupado em pesquisas em relação à covid.
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

Apesar de dizer que a medida está "em estudo", diferente do que Bolsonaro anunciou hoje mais cedo, Queiroga negou que esteja sofrendo pressão do presidente neste tema. "O presidente não me pressiona. Eu sou ministro dele, nós trabalhamos em sintonia", afirmou.

Especialistas defendem que mesmo quem já foi vacinado contra a covid-19 ou quem já contraiu a doença deve continuar usando máscara de proteção. O uso do equipamento só deve ser dispensado quando uma grande parcela da população já tiver sido vacinada. No Brasil, apenas 11,06% das pessoas estão completamente imunizadas.

Nos Estados Unidos, que liberaram o uso da proteção facial há pouco menos de um mês, 59,4% da população está totalmente imunizada com duas doses ou com a vacina de dose única da Janssen, segundo balanço do site Our World In Data.