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Samara Felippo toma vacina contra HPV; imunizante previne câncer e verrugas

Samara Felippo tomou vacina contra HPV e meningite neste sábado (27) - Reprodução/Instagram
Samara Felippo tomou vacina contra HPV e meningite neste sábado (27) Imagem: Reprodução/Instagram

Do VivaBem*, em São Paulo

28/02/2021 12h57

Samara Felippo postou um vídeo, neste sábado (27), na qual aparece tomando a vacina contra HPV, um tipo de IST (infecção sexualmente transmissível). "Hoje é dia de vacina aqui em casa", disse a atriz, que também tomou a de meningite. As filhas, de 11 e 7 anos, e o namorado receberam o imunizante.

HPV é uma sigla para Papilomavírus Humano. Até hoje são conhecidos mais de 150 tipos de HPV, associados a diversas doenças. Cerca de 40 deles podem infectar o trato anogenital (a área que compreende o ânus e a genitália).

O contato com o HPV pode acontecer já na sua primeira relação sexual. Em geral, isso não causará nenhum problema, já que, na maioria das vezes, ele será eliminado pelo sistema imunológico.

Entre as mulheres, as verrugas podem ser visíveis na vagina, na vulva ou no colo do útero. Nos homens, elas se manifestam no pênis, nos testículos ou virilha. Em ambos os sexos, as lesões poderão acometer o ânus e até a coxa.

Por outro lado, alguns tipos de HPV são oncogênicos, isto é, podem causar câncer, como o de colo de útero, ânus e boca, embora outros fatores de risco também estejam relacionados (tabagismo e histórico familiar, por exemplo).

Praticamente todos os casos de câncer de colo uterino são causados pelo HPV, mas contrair o vírus não significa que a pessoa terá câncer. A maioria das pessoas se livrará do micro-organismo por atuação de seu sistema imunológico.

Quais formas de transmissão?

O vírus pode ser contraído durante o sexo vaginal, anal, oral e até ao masturbar o parceiro. Não é necessário que haja penetração. Caso as lesões acometam a base do pênis ou da vulva, por exemplo, a camisinha poderá não impedir a sua transmissão.

Apesar disso, o uso do preservativo continua sendo um método importante de proteção e não deve ser dispensado, pois ele reduz o risco de exposição não só ao HPV, como a outros agentes infecciosos como o HIV, a gonorreia, a clamídia e o herpes.

Raramente ocorre a transmissão vertical —de mãe para filho — na hora do parto, e a presença do HPV não é motivo que impeça a evolução para o parto vaginal.

Vacinação é forma mais eficaz de prevenir infecção

Apesar de o uso do preservativo ser essencial para se proteger do HPV e de outras IST, a melhor e mais eficaz forma de prevenção dos vírus é a vacinação, especialmente antes do início da atividade sexual. A indicação para aqueles entre 9 e 14 anos está relacionada a sua maior capacidade imunológica de desenvolver anticorpos. Entretanto, adultos também podem se vacinar, apesar da queda na resposta imunológica com o passar dos anos.

A vacina é distribuída gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), não requer autorização prévia dos pais ou responsáveis e é composta por duas doses com intervalo de seis meses entre a primeira e a segunda aplicação.

Para quem é indicada a vacina contra HPV no SUS:

  • Meninas de 9 a 14 anos
  • Meninos de 11 a 14 anos (após os 15 anos, são 3 doses)
  • Pessoas HIV positivo
  • Transplantados entre 9 a 26 anos (recebem 3 doses da vacina).

As vacinas disponíveis no Brasil são as seguintes:

  • Bivalente Cobertura para os tipos HPV 16 e 18, responsáveis por 70% dos cânceres do colo de útero, mais de 90% dos casos de câncer de ânus, cerca de 70% de câncer de boca e 90% de câncer de pênis (o tipo 16).
  • Quadrivalente Cobertura para os tipos HPV 6, 11 (causadores de 90% das verrugas genitais) e 16 e 18 (responsáveis por 70% dos cânceres do colo de útero, mais de 90% dos casos de câncer de ânus, cerca de 70% de câncer de boca e 90% de câncer de pênis --o tipo 16).
A vacina contra o HPV protege aqueles que ainda não foram expostos aos vírus citados acima. Quem já teve contato com um desses tipos não estará protegido, mas estará a salvo dos tipos contra os quais ainda não houve contaminação. Portanto, apesar de a proteção diminuir, ela ainda pode ser efetiva.

Vacina é segura

Segura, a vacina possui a cápsula do vírus, mas não o seu DNA. Assim, quando é aplicada, o sistema imunológico reconhece a cápsula como um corpo estranho e desenvolve anticorpos que se espalham por todo o corpo.

Como não tem DNA, a vacina não é capaz de produzir a doença. Caso a pessoa imunizada tenha contato com o vírus, seus anticorpos o neutralizam e a infecção não se estabelecerá.

* Com informações de reportagens publicadas nos dias 05/03/2018 e 22/10/2019.

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