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Inspiração pra fazer da atividade física um hábito


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Beach Tennis queima 600 calorias por hora e fortalece o corpo todo

A dificuldade de movimentar o corpo na areia exige bastante da musculatura das pernas e faz com que o tênis de praia proporcione grande gasto calórico - iStock
A dificuldade de movimentar o corpo na areia exige bastante da musculatura das pernas e faz com que o tênis de praia proporcione grande gasto calórico Imagem: iStock

Thais Szegö

Colaboração para o VivaBem

19/01/2021 04h01

Criado na Itália na década de 1980, o beach tennis (ou tênis de praia) chegou ao Brasil por volta de 2008 e vem ganhando cada vez mais adeptos.

Segundo Jorge Bierrenbach Senra Junior, vice-presidente da CBBT (Confederação Brasileira de Beach Tennis), o número de atletas cadastrados na entidade aumentou 50% nos últimos três meses e estima-se que hoje existam mais de 200.000 praticantes no país. "A busca pelo esporte é imensa e cresce diariamente, mesmo com a pandemia", afirma.

Falando no coronavírus, o fato de esse esporte —que pode ser jogado sozinho ou em dupla— ser realizado ao ar livre e não ter contato físico entre os jogadores fez com que muita gente aderisse à modalidade para combater o sedentarismo sem se um grande risco de contrair covid-19.

E não pense que o beach tennis é uma boa opção apenas para quem está no litoral. Em algumas cidades afastadas da praia, como São Paulo, é possível praticar a modalidade em clubes e também encontrar quadras para alugar.

Os benefícios do beach tennis

Beach Tennis - iStock - iStock
Imagem: iStock

- Alto gasto calórico A modalidade exige movimentação intensa dentro da quadra, o que proporciona uma grande queima de calorias. O gasto energético no beach tennis é turbinado pelo fato de o esporte ser praticado na areia fofa, que exige bastante esforço da musculatura das pernas quando o atleta se locomove. Estima-se que em uma hora de jogo o consumo calórico médio seja de 600 calorias.

- Fortalecimento muscular Todos os grupos musculares são muito exigidos durante as partidas, mas o destaque fica para as pernas, já que elas precisam trabalhar bastante no momento de correr para pegar a bolinha. Missão que fica ainda mais complicada por causa da areia. A instabilidade gerada pelo solo macio faz com que você recrute bastante os músculos do core (região formada pelo abdome, pela lombar e pelo quadril) para manter o equilíbrio e o corpo estável. Já braços e ombros são trabalhados nas raquetas. "É importante ressaltar que, devido à grande exigência muscular proporcionada pela areia, quem está muito acima do peso ou fora de forma precisa pegar leve no início, para evitar sofrer com muitas dores ou lesões", alerta Fernando Jaeger, profissional de educação física formado pela Montclair State University (EUA) e diretor técnico da academia Competition TG, em São Paulo.

- Baixo impacto nas articulações Mais uma vantagem proporcionada pelo solo macio da quadra, que ajuda a amortecer as passadas e as aterrissagens dos saltos, reduzindo a carga nos tornozelos, joelhos e quadril.

- Aumento do foco e da concentração O atleta precisa se manter o tempo todo ligado para acompanhar as jogadas do oponente e se preparar para rebater a bolinha, desenvolvendo essas duas capacidades.

- Ganho de agilidade e coordenação motora Durante o jogo é preciso se movimentar rapidamente, além de ter muita coordenação motora para equilibrar os movimentos dos membros superiores e inferiores e bater adequadamente na bolinha com a raquete.

- Melhora do condicionamento aeróbico Muito fôlego, explosão e resistência são exigidos, pois o atleta se movimenta bastante pela quadra e ainda precisa de bastante explosão para dar as raquetadas e saltar, quando necessário.

- Redução do estresse Além de liberar endorfina, um neurotransmissor ligado ao bem-estar, o que acontece com as atividades físicas em geral, a modalidade é divertida e favorece a socialização.

- Pode ser feito por pessoas de todas as idades "Trata-se de um esporte fácil de aprender e jogar, que é muito agregador. Na mesma quadra em que estão atletas de 8, 9, 10 anos, encontramos jogadores de 70 anos, por exemplo. Muitas vezes, a família toda fica envolvida nas competições", diz Jeferson Pinto, coordenador de beach tennis da CBT (Confederação Brasileira de Tênis).

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Imagem: iStock

Principais diferenças do tênis de quadra e de praia

Não é só a quadra de areia que muda no beach tennis em relação à "versão tradicional" do esporte. No tênis, a quadra é mais comprida e larga. A rede também é diferente e no beach tennis fica mais alta, presa a 1,70 m de altura —no tênis de quadra, os postes de sustentação têm 1,07 m.

As raquetes usadas na praia —que geralmente são feitas de fibra de carbono, grafite, fibra de vidro ou uma fibra sintética chamada Kevlar— são menores e não têm as cordas entrelaçadas, lembrando as do frescobol, mas contam com furinhos para diminuir a resistência do ar.

As bolinhas visualmente se assemelham às do tênis de quadra, mas têm muito menos pressão interna, pois não quicam no chão durante a partida —se a bola caí no solo, é ponto.

Cuidados ao jogar

Os cuidados durante a prática do beach tennis são semelhantes aos de qualquer esporte: é importante ter liberação médica para fazer atividades físicas e respeitar os limites do corpo para não sofrer com dores e lesões. Também é essencial manter o corpo bem hidratado durante as partidas, além de proteger a pele e os olhos dos raios solares —com uso de filtro solar, boné ou viseira, óculos escuros etc.

Para não queimar o pé na areia quente, alguns atletas utilizam meias ou botas próprias para praticar o esporte.

Fontes: Fernando Jaeger, profissional de educação física pela Montclair State University (EUA) e diretor técnico da academia Competition TG; Jeferson Pinto, coordenador de beach tennis da CBT (Confederação Brasileira de Tênis); Jorge Bierrenbach Senra Junior, vice-presidente da CBTT (Confederação Brasileira de Beach Tennis) e Lucas Gasbarro, árbritro de beach tennis e um dos proprietários do Posto 011, empresa especializada em esportes de areia, em São Paulo.

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