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Galisteu usava refrigerante de cola para se bronzear; técnica é perigosa?

Reprodução/Instagram @galisteuoficial
Imagem: Reprodução/Instagram @galisteuoficial

Giulia Granchi

Do VivaBem, em São Paulo

06/01/2021 16h22

Em entrevista ao canal GNT, Adriane Galisteu contou que, há alguns anos, fazia de tudo por um corpo bronzeado — inclusive descuidar do protetor solar.

"Eu sempre fui daquelas que tomava sol. Eu já tomei escaldão no sol (queimadura), passava refrigerante de cola na pele, sabe? Sim, eu sou da época trash, passava água oxigenada no corpo, lá na praia de Santos, tomava aquele sol que queimava a mesmo, fazia todas aquelas coisas todas... Até entender que eu preciso usar filtro solar", disse a apresentadora.

A estratégia de usar refrigerante de cola e ficar com o corpo exposto ao sol, além de ineficaz, oferece riscos.

"É extremamente perigosa. O produto não filtra o sol e pode causar uma queimadura. Além disso, pela reação das substâncias químicas em contato com a pele exposta à radiação, as pessoas ainda têm mais chance de desenvolver quadros como a fotodermatose, transtorno cutâneo causado principalmente pela exposição, e, a longo prazo, o câncer de pele", explica a dermatologista Simone Neri, que atua como médica plantonista do Pronto Socorro do Hospital São Luiz e em consultório próprio em São Paulo.

De acordo com a médica, usar a bebida na pele também não estimula a pigmentação, apenas deixa de proteger do sol. "Pode acontecer uma mudança na cor por queimadura, não por que o produto causa maior estímulo da produção de melanina", afirma.

Existe bronzeado saudável?

"Quando há a exposição à radiação, nossa pele fabrica mais melanina como forma de se proteger. Então, teoricamente, não existe um bronzeado saudável", aponta Neri.

Mas há, de acordo com a médica, maneiras de deixar o banho de sol menos perigoso para quadros como queimaduras, envelhecimento precoce e câncer de pele.

"A dica é tomar sol antes das 10 horas da manhã e após as quatro da tarde. Mesmo com os raios mais fracos, nunca deixe de usar proteção solar — produtos em cremes e barreiras físicas, como chapéus e óculos", indica a médica.

Para aqueles que têm tendência ao câncer de pele, seja por histórico familiar ou por possuírem pele muito clara (os chamados de fototipo 1 e 2 pelos dermatologistas), a especialista recomenda não buscar um bronzeado, já que há maior chance de lesões a médio e longo prazo.

Alimentos também podem ajudar no bronzeado

Cenoura, abobora, beterraba, alimentos que contêm betacaroteno, podem ajudar a alcançar um bronzeado saudável por pigmentarem a pele — embora os resultados sejam sutis e não imediatos.

"Se você sabe que vai à praia e ficará exposto o sol, o ideal é começar a ingerir essas comidas de um a dois meses antes da exposição. Outra dica é manter a pele bem hidratada, bebendo água e passando cremes, para evitar descascados que deixem manchas", conclui Neri.

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