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Câncer de pele: melanoma constitui 4,5% dos casos, mas causa 43% das mortes

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

14/12/2020 13h11

Vem chegando o verão e as altas temperaturas interferem diretamente na saúde da pele. De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o Brasil deverá apresentar 183.390 novos casos em 2020. Desse total, 176.940 correspondem aos cânceres de pele menos agressivos —o basocelular e o espinocelular— e 8.450 ao mais agressivo, o melanoma.

O câncer de pele basocelular e espinocelular, indica o Inca, corresponde a 2.329 casos anuais de mortes e o melanoma chega a 1.791. Assim, os números mostram que, embora o melanoma represente apenas 4,5% dos casos de câncer de pele, quase metade (43%) das mortes por tumores cutâneos é por conta desse tipo de câncer.

Prevenção ao câncer de pele em tempos de covid-19

A conscientização sobre o câncer de pele em 2020 também deve levar em consideração o cenário da covid-19.

"É claramente perceptível em nossa rotina a queda no volume de exames enviados aos laboratórios o que reflete menor número de pacientes diagnosticados com melanoma, por exemplo. Neste período de pandemia, poucos casos foram diagnosticados. Por conta do medo de contrair a covid-19, as pessoas não estão fazendo o exame clínico da pele", afirma Gilles Landman, patologista da SBP (Sociedade Brasileira de Patologia), livre-docente e professor adjunto do Departamento de Patologia da Escola Paulista de Medicina da Unifesp e sócio do GBM (Grupo Brasileira de Melanoma).

O impacto disso é o diagnóstico de lesões em fase tardia e até o adiamento de tratamentos que estavam em andamento. De acordo com o especialista, "um melanoma com espessura de 4 mm por exemplo, costuma ter um comportamento agressivo, com mortalidade se aproximando a 50% dos pacientes em 5 anos".

O diagnóstico mais tardio ou a interrupção do tratamento por seis meses pode complicar o tratamento. Por isso, alerta o especialista, mesmo no período da pandemia, lesões que aparecem na pele devem ter avaliação médica para excluir a possibilidade de câncer ou diagnosticar e tratar em fase inicial, quando as chances de cura superam 90%.

Quais são os tipos de câncer de pele?

Os principais tipos de câncer são melanoma, carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. O melanoma é o menos comum em termos de incidência e o mais grave pelo seu potencial para se espalhar para outros órgãos do corpo (metástase), especialmente, para o fígado.

Os carcinomas basocelular e espinocelular, apesar de menor potencial para metástase, também merecem atenção. Além disso, o dano de um câncer de pele também está ligado à região em que se encontra e ao tamanho da lesão. Quanto maior o tumor, maior será a ressecção, o que poderá causar dano estético e até funcional, dependendo do local.

A importância do diagnóstico precoce

Diagnosticar precocemente um câncer de pele permite estabelecer o prognóstico e o tratamento a ser realizado. Para isso, a biópsia é do tipo excisional em que o cirurgião ou dermatologista retira a lesão inteira para enviar para análise do patologista.

É desaconselhável a retirada de pequenas verrugas ou lesões com métodos caseiros. E as lesões na pele devem ser examinadas pelo dermatologista e enviadas para análise.

A regra do ABCDE

A regra do ABCDE é um método simples para ajudar a memorizar as características de uma pinta, sinal ou mancha suspeita de câncer de pele, especialmente o melanoma.

A - Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra.

B - Bordas irregulares: contorno mal definido.

C - Cor variável: presença de várias cores em uma mesma lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou azul).

D - Diâmetro: maior que 5 milímetros.

E - Evolução: mudanças de tamanho, forma ou cor.

Vale destacar que mesmo apresentando todas essas alterações, a lesão pode não ser um câncer de pele. No entanto, o dermatologista decidirá se deve retirar a lesão e enviar para análise do patologista, exame que poderá confirmar ou excluir o diagnóstico.

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