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Maradona tem parada cardiorrespiratória e morre; saiba o que causa problema

Giulia Granchi

Do VivaBem, em São Paulo

25/11/2020 14h00

O ex-jogador de futebol Diego Maradona teve uma parada cardiorrespiratória e morreu na manhã desta quarta-feira (25). Ele estava em sua casa em Tigre, cidade próxima de Buenos Aires.

A condição de saúde do ex-camisa 10 da seleção argentina já estava instável desde o início do mês, quando ele foi operado de um hematoma subdural e depois, conforme noticiado por UOL Esporte, por decisão familiar e médica, permaneceu hospitalizado devido a uma "baixa anímica, anemia e desidratação" e um quadro de abstinência devido ao vício em álcool.

A parada cardíaca ocorre quando o fluxo de sangue que o coração gera é incapaz de manter oxigenação mínima do corpo. Sem o oxigênio o organismo não é capaz de continuar funcionando. Entre os sintomas estão a falta de ar, desmaio e dores no peito. O quadro pode ser considerado uma morte súbita — os sinais, como arritmia e desmaio, geralmente acontecem de forma rápida, seguida do óbito.

No início de novembro, Maradona passou por uma operação para tratar um hematoma subdural, acúmulo de sangue entre o cérebro e seu revestimento externo, geralmente causado após traumas. De acordo com o cardiologista Dante Senra, colunista de VivaBem, o procedimento não tem relação provável com a causa da morte.

"É claro que cirurgias sempre deixam mais vulneráveis aqueles que têm saúde debilitada, mas é mais comum que a morte súbita tenha causa cardiológica. Ele sofria de miocardiopatia, um problema que deixa o músculo do coração dilatado e afeta a capacidade de bombear o sangue de maneira eficiente para o corpo. Pacientes com esse quadro estão mais propensos a ter arritmias, causa comum da morte súbita", explica.

Maradona também sofria de anemia. A miocardiopatia pode ter influenciado para o quadro, já que a falta de quantidade adequada de sangue bombeado dificulta também a absorção de nutrientes, mas o problema não é grave o bastante para ter influenciado na parada cardiorrespiratória.

Causas cardiológicas mais comuns

Obstrução das artérias do coração: doença aterosclerótica coronariana, como a isquemia miocárdica e o infarto, especialmente após os 35-40 anos.

Doenças do músculo cardíaco: cardiopatia hipertrófica —doença genética em que o coração fica hipertrofiado, ou seja, aumenta sua espessura. Isso gera desarranjo muscular que propicia o surgimento de arritmias graves, especialmente durante a prática de atividade física. Geralmente acomete pacientes jovens, ou seja, abaixo dos 35 anos.

Distúrbios elétricos do coração: arritmias, o que inclui doenças dos canais iônicos, também chamadas de doenças de canais moleculares, que levam a anormalidades no funcionamento desses canais por onde passam esses íons (potássio e magnésio) - que tornam esses indivíduos mais vulneráveis às arritmias.*

Informações da reportagem de Cristina Almeida, publicada em 08/10/2019

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