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Relatório global aponta hipertensão como maior causa de morte em 2019

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Imagem: iStock

Samantha Cerquetani

Colaboração para o VivaBem

16/10/2020 10h10

O relatório GBD (Global Burden of Diseases, Injuries, and Risk Factors Study), divulgado no Lancet, indica as principais causas de morbimortalidade em 2019, ou seja, a quantidade de pessoas que morreram devido a uma doença específica.

De acordo com o relatório, a hipertensão foi a responsável por 10,8 milhões de mortes de homens e mulheres de diferentes faixas etárias.

Foram analisadas 286 causas de morte, 369 doenças e lesões e 87 fatores de risco em 204 países e territórios. A pesquisa avaliou separadamente as causas entre homens e mulheres e também quais eram as doenças que provocam mais mortes em ambos os gêneros.

O estudo mostrou que o uso do tabaco (e suas consequências ao organismo) é o principal motivo de mortalidade nos homens —causando 6,56 milhões de mortes; já as mulheres foram mais atingidas pela hipertensão, com 5,25 milhões de mortes.

Dados do relatório

Veja abaixo, as 10 principais causas e o número de mortes em 2019, de acordo com o relatório:

  1. Hipertensão - 10,8 milhões;
  2. Tabaco - 8,71 milhões;
  3. Riscos alimentares como consumir pouca fruta ou muito sal - 7,94 milhões;
  4. Poluição do ar - 6,67 milhões;
  5. Glicose plasmática em jejum elevada - 6,50 milhões;
  6. Índice de massa corporal elevado - 5,02 milhões;
  7. Nível elevado de colesterol LDL - 4,40 milhões;
  8. Disfunção renal - 3,16 milhões;
  9. Desnutrição infantil e materna - 2,94 milhões de mortes;
  10. Consumo de álcool - 2,44 milhões de mortes.

A pesquisa também mostrou as causas dos anos de vida perdidos por pessoa saudável ao ano (DALYs). Entre as doenças estão:

  • doença isquêmica do coração
  • derrames
  • infecções respiratórias inferiores
  • doenças diarreicas
  • doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
  • lesões causadas por acidentes de trânsito
  • diabetes
  • dor lombar
  • anormalidades congênitas

Doenças podem ser prevenidas

Para os autores do relatório, o aumento da exposição aos principais fatores de risco como hipertensão, alto IMC (índice de massa corporal) e colesterol alto, além das mortes por doenças cardiovasculares, indica que o aumento da expectativa de vida nos próximos anos pode ficar comprometido.

De acordo com Christopher Murray, diretor do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME) da Universidade de Washington, EUA, líder da pesquisa, "a maioria desses fatores de risco é evitável e tratável, e lidar com eles trará enormes benefícios socioeconômicos".

De acordo com ele, a população não está conseguindo mudar comportamentos pouco saudáveis. "Em particular aqueles relacionados com a qualidade da alimentação, ingestão calórica e atividade física, em parte devido à falta de atenção regulatória e de financiamento para pesquisas sobre comportamento e saúde pública", completa.

O GBD

O GBD 2019 cobriu 204 países e territórios de 1990 a 2019. O estudo fornece uma base para percepções detalhadas e amplas sobre as tendências globais de saúde e desafios emergentes.

O GBD 2019 incorpora dados de 281.586 fontes e fornece mais de 3,5 bilhões de estimativas de resultados de saúde e medidas do sistema de saúde de interesse para o diálogo político global, nacional e subnacional.

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