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Dançarina diz que a ansiedade a fez engordar na quarentena; é possível?

Reprodução/Facebook
Imagem: Reprodução/Facebook

De VivaBem, em São Paulo*

15/10/2020 13h40

A ex-dançarina Rosiane Pinheiro, conhecida por disputar com Scheila Carvalho o concurso A Morena do Tchan na década de 1990, revelou ter engordado 20 kg na quarentena.

Com 46 anos, a ex-dançarina do grupo Gang do Samba, conta que luta contra a balança desde muito jovem e, recentemente, quase chegou aos 100 kg devido à ansiedade. Ela revela que antes da pandemia estava com cerca de 75 kg. E chegou aos 97 kg, pois parou de realizar atividade física e descontou a ansiedade na comida.

"Agora voltei a treinar e me alimentar de forma equilibrada. Com isso, já cheguei aos 87 kg, mas a luta continua", afirma.

Ansiedade pode engordar?

De acordo com a ciência, sim. Não é novidade que o alimento dá a sensação de prazer. E isso está relacionado à interação de algumas substâncias no cérebro. O neurotransmissor serotonina está relacionado ao humor, depressão e bem-estar.

"Quando ingerimos alimentos ricos em carboidratos simples —farinhas, açúcares—, além da sensação inicial de prazer (que não tem nada a ver com a serotonina), as taxas de glicose entram rapidamente em nossa corrente sanguínea. Isso proporciona rápida elevação da insulina, que, por sua vez, permite a entrada de aminoácidos em tecidos, deixando o triptofano livre para a entrada nos receptores cerebrais", explica Celso Cukier, nutrólogo do Hospital São Luiz Morumbi (SP).

O açúcar de mesa (sacarose) traz não só uma sensação agradável ao paladar, mas também oferece uma possibilidade de reposição de energia rápida. Já a gordura torna o gosto dos alimentos mais saborosos. Ou seja, traz maior conforto alimentar e calmaria para quem a consome.

"A escolha de optar por alimentos ricos em gordura insaturada (azeite de oliva, castanhas, abacate), saturada (carne vermelha, manteiga, iogurte) ou hidrogenada (bolachas, salgadinhos de pacote e margarina) tem a ver com a educação mental do indivíduo", conta Gustavo Gomes de Castro Soares, nutrólogo do hospital Pilar.

Mudanças nos hábitos

O primeiro passo é tomar consciência de que você está acima do peso. Depois, é necessário entender que o quadro de obesidade não se deve apenas aos hábitos alimentares. "Uma das coisas que mais interfere no peso é a quantidade de sono. Muitas pessoas dormem pouco pela necessidade de se autoafirmar no ambiente do trabalho. Como resultado, o sono acumulado aumenta o estresse e o nível de cortisol, provocando alterações orgânicas", explica Soares.

Por isso, é importante reduzir a ingestão de carboidratos simples e açúcares, aumentar o consumo de frutas e verduras e praticar atividade física rotineira para perder peso e ganhar qualidade de vida. "Em especial quem está obeso ou com diabetes tipo 2 (quando o corpo tem resistência à insulina),quadro que tem aumentado na população mundial", reforça Cukier

*Com informações de reportagem do dia 10/12/2017.

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