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Biomarcador prevê Alzheimer por meio dos olhos, aponta estudo

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

22/09/2020 19h29

Um novo estudo publicado no periódico Alzheimer's Research & Therapy e feito por pesquisadores dos Estados Unidos indicou que um biomarcador que já é usado no diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas agora é detectável no olho.

Os cientistas acreditam que o biomarcador teria potencial para acelerar diagnóstico das doenças de Alzheimer, Parkinson, entre outras condições.

Como essas doenças ainda não têm cura, para os cientistas, a prioridade é desenvolver formas de diagnóstico rápidas e precoces.

Os biomarcadores são o foco principal da pesquisa de doenças neurodegenerativas, pois são uma forma de detectar a presença de uma doença em estágios iniciais com base em outros sinais do corpo.

Em estudos anteriores já foi demonstrado que a beta amiloide e as proteínas tau são biomarcadores de doença de Alzheimer e foram detectadas no líquido cefalorraquidiano, sangue e no líquido ao redor dos olhos.

Como o estudo foi feito

Para realizar as pesquisas, os médicos coletaram amostras de fluido ocular de 77 pacientes que foram submetidos a cirurgia ocular. Cerca de 63% era do sexo masculino e tinha em média 56 anos.

Os cientistas observaram que os 77 pacientes tinham um filamento existente no corpo celular e nos prolongamentos dos neurônios em seu vítreo, e também níveis mais elevados de biomarcadores associados à doença de Alzheimer, incluindo proteínas amiloide-B e tau.
Os níveis do neurofilamento não foram associados à doença ocular, o que significa que esses níveis parecem não ser influenciados pelas condições clínicas dos olhos que afetam os pacientes.

"Como uma extensão do cérebro, o olho pode fornecer informações importantes sobre o que está acontecendo patologicamente no cérebro", Manju Subramanian, um dos pesquisadores.

"Esperamos que esses resultados adicionem outra maneira de usar as informações sobre o que está acontecendo em diferentes partes do corpo para detectar a presença da doença antes que a neurodegeneração se instale, causando danos irreversíveis. Quanto mais cedo pudermos diagnosticar e tratar essas doenças, melhor será nossos pacientes serão", finalizou o especialista.

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