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UFPR oferece teste grátis para identificar álcool em gel falsificado

GETTY IMAGES via BBC
Imagem: GETTY IMAGES via BBC

Bruna Alves

Do VivaBem, em São Paulo

19/09/2020 16h43

O laboratório da UFPR (Universidade Federal do Paraná) está realizando testes gratuitos para identificar a qualidade do álcool em gel 70%. As amostras podem ser entregues pessoalmente em Curitiba ou enviadas pelo correio. O resultado da espectrometria sai em apenas alguns minutos.

"É extremamente difícil saber se uma amostra de álcool gel contém realmente 70% de álcool etílico ou qualquer outra porcentagem sem análise laboratorial, porque as características físicas, como a consistência e o odor, são as mesmas", explica o professor Andersson Barison, do Departamento de Química da UFPR.

Esse serviço de análise está apoiando as polícias Civil e Federal, que apuram casos de fraudes nessa indústria. Para a população, ele está disponível desde agosto.

Como solicitar a análise?

Para solicitar a análise, basta mandar um e-mail para alcoolgel@c3sl.ufpr.br e levar uma amostra do produto à guarita do Centro Politécnico da universidade, localizada na Avenida Coronel Francisco H. dos Santos, 100, Jardim das Américas.

Para moradores de outras localidades é possível enviar a amostra pelo correio. Apenas um mililitro é suficiente para o teste. O resultado é encaminhado por e-mail.

Análise rápida

A análise realizada no equipamento, chamado espectômetro de ressonância magnética nuclear, leva cerca de dois minutos. O espectômetro é capaz de identificar de forma precisa a formulação química de compostos orgânicos por meio das propriedades magnéticas dos átomos dos elementos químicos.

"As análises não têm valor jurídico e guardam o sigilo das marcas. O nosso único objetivo é deixar o consumidor mais seguro com relação ao que está utilizando, seja no restaurante, na escola, no ambiente público, numa clínica ou numa farmácia. Assim damos retorno à sociedade pelo investimento feito na universidade, oferecendo um serviço público gratuito, para contribuir com esse momento tão delicado que todos estamos passando", diz a professora Caroline D'Oca, também do Departamento de Química.

Ela destaca que o percentual de fraudes nas amostras entregues pela comunidade tem sido baixo. Entretanto, já houve casos de produtos com quantidades muito baixas de álcool etílico, que não são apropriados para uso sanitizante.

"A gente encontrou amostras de álcool gel produzido de forma inadequada, em fundo de quintal. O álcool utilizava produtos de partida que não são adequados para uso farmacêutico, por exemplo, o álcool combustível", conta.

O produto falsificado, além de não proteger contra o vírus, ainda ajuda a disseminá-lo ainda mais.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente de como foi informado, o correto é Universidade e não Faculdade. Já foi corrigido no texto.

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