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AstraZeneca deve saber se vacina funciona ainda em 2020 caso testes voltem

AstraZeneca informou que deve saber se vacina contra coronavírus funciona ainda em 2020, caso os teste seja retomados - Miguel Noronha/Futura Press/Estadão Conteúdo
AstraZeneca informou que deve saber se vacina contra coronavírus funciona ainda em 2020, caso os teste seja retomados Imagem: Miguel Noronha/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do VivaBem, em São Paulo

10/09/2020 07h09Atualizada em 10/09/2020 09h18

O CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, disse hoje que a eficiência da vacina contra o novo coronavírus poderá ser atestada até o fim do ano, caso a farmacêutica britânica possa retomar os testes que foram interrompidos nesta semana.

A empresa suspendeu os testes de estágio final de sua candidata após uma suspeita de "reação adversa séria" em um participante do estudo. O imunizante, que é desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford, estava sendo testado no Brasil e em outros países.

Segundo o site Stat, a mulher é uma britânica que apresentou sintomas semelhantes aos de uma inflamação da medula espinhal conhecida como mielite transversa.

Durante uma teleconferência sobre a vacina, Soriot disse que é normal um ensaio ser suspenso temporariamente. A diferença, neste caso, é que o mundo todo está observando.

"É muito comum, na verdade, e muitos especialistas dizem isso", disse. "A diferença com outros testes com vacinas é: o mundo inteiro não está observando, é claro. Eles param, eles estudam e eles reiniciam."

Especialistas avaliam que, embora a suspensão deve ter impactos no cronograma da nova vacina, trata-se de uma intercorrência considerada normal durante a busca por um imunizante seguro e eficaz.

O executivo afirmou ainda que a AstraZeneca não sabia o diagnóstico do voluntário no estudo, acrescentando que não estava claro se se tratava de mielite transversa e que mais exames eram necessários.

Soriot disse que o diagnóstico seria submetido a um comitê de segurança independente, que decidirá se a pesquisa pode ser retomada.

*Com Reuters