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Simulação mostra como máscaras evitam a propagação do coronavírus; veja

Imagens mostram que, sem o EPI, as gotículas de saliva expelidas durante a tosse podem viajar mais de 3,5 metros - Reprodução/Live Science
Imagens mostram que, sem o EPI, as gotículas de saliva expelidas durante a tosse podem viajar mais de 3,5 metros Imagem: Reprodução/Live Science

De VivaBem, em São Paulo

30/06/2020 22h17

Uma nova simulação feita pela Universidade Atlântica da Flórida, nos Estados Unidos, e publicada hoje pela revista Physics of Fluids demonstra como as máscaras funcionam para conter a disseminação do novo coronavírus.

As imagens mostram que, sem o EPI (equipamento de proteção individual), as gotículas de saliva expelidas durante a tosse podem viajar mais de 3,5 metros; com a máscara, essa distância cai para alguns centímetros nos melhores casos.

O experimento também revela que algumas máscaras de tecido podem funcionar melhor do que outras para impedir a propagação de gotículas "potencialmente infecciosas", como descreveu o site Live Science.

"Os recursos visuais utilizados em nosso estudo podem ajudar o público em geral a entender a lógica por trás das recomendações para o isolamento social e o uso de máscaras faciais", explicou Siddhartha Verma, um dos autores da pesquisa e professor assistente na Faculdade de Engenharia e Ciência da Computação da Universidade Atlântica da Flórida.

Para simular uma tosse, os pesquisadores conectaram um manequim a uma máquina de fazer fumaça (que cria vapor a partir de água e glicerina) e usaram uma bomba para expelir o vapor pela boca do boneco. Depois, eles analisaram as gotículas de vapor através de uma "camada" de laser verde.

Os cientistas, então, testaram diversos tipos de máscaras não descartáveis no manequim para verificar sua eficácia no bloqueio da tosse simulada. Entre os EPIs testados, estavam máscaras caseiras de algodão com duas camadas, uma bandana e um lenço de algodão dobrado frouxamente, entre outros.

Eles descobriram que, sem a máscara, as gotículas expelidas na tosse simulada percorriam 3,6 metros em 50 segundos. Com os EPIs, essa distância ficava entre 1 centímetro (máscara de algodão), no mínimo, e 1 metro (bandana), no máximo.

Todas as máscaras, em menor ou maior grau, apresentaram algum tipo de vazamento do fluxo de gotículas. Mesmo assim, escreveram os autores do experimento, "é muito provável que elas sejam eficazes para impedir a dispersão de gotículas maiores".

"Promover a conscientização quanto às medidas eficazes de prevenção [contra a covid-19] é crucial neste momento, uma vez que estamos observando picos significativos nas infecções pelo novo coronavírus [nos EUA], especialmente na Flórida", alertou Verma ao Live Science.

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