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Estudo mostra medidas que reduzem drasticamente propagação do coronavírus

As máscaras são eficazes na proteção - iStock
As máscaras são eficazes na proteção Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

03/06/2020 12h23

O distanciamento físico, o uso de máscaras faciais e de proteção ocular são eficazes na redução do risco de transmissão do novo coronavírus, de acordo com um estudo publicado no periódico The Lancet na segunda-feira (1).

Os cientistas revisaram 216 estudos e concluíram que o contágio foi menor com essas medidas. O distanciamento físico de um metro ou mais, por exemplo, reduziu em 10,2 pontos percentuais o risco de transmissão. A uma distância de menos de um metro, por exemplo, as chances de transmissão são de 12,8%. Com o distanciamento de um metro ou mais, cai para 2,6%. Segundo os pesquisadores, a proteção aumentou à medida que a distância também foi aumentando.

O uso de máscara facial reduziu em 14,3 pontos percentuais o risco de contágio, passando de 17,4% sem a proteção para 3,1% com o acessório. As associações foram mais fortes com o uso das versões N95 ou respiradores similares em comparação com máscaras cirúrgicas descartáveis.

Além disso, o uso de proteção para os olhos, por meio do escudo facial, também foi analisado. O acessório reduziu em aproximadamente 10,5 pontos percentuais o risco de contágio. Sem ele, as chances de contaminação são de 16%, mas com o uso, ficam em torno de 5,5%.

Bebê é visto usando um escudo protetor durante o coronavirus em hospital de Bangcoc, Tailândia. - Reprodução Facebook - Reprodução Facebook
Bebê é visto usando um escudo protetor em hospital de Bangcoc, Tailândia
Imagem: Reprodução Facebook
É claro que a análise não dá 100% de certeza quanto aos resultados. A equipe diz que ainda existem incertezas no modo de transmissão do Sars-CoV-2 e, como a pandemia está em andamento, os estudos atuais sobre a doença são afetados por essas incógnitas. A evidência de certeza quanto à proteção do isolamento, por exemplo, é moderada, enquanto ao uso das máscaras e do escudo são "fracas".

Entretanto, essa avaliação sistemática das melhores evidências disponíveis no momento pode fornecer orientações provisórias. "As descobertas fornecem as melhores evidências atualmente disponíveis sobre o uso ideal dessas intervenções comuns e simples para ajudar a 'achatar a curva' e informar esforços de resposta contra a pandêmica na comunidade", disse o coautor do estudo, Holger Schünemann, professor da Universidade McMaster em Hamilton, Ontário, no Canadá.

De acordo com ele, os governos e a comunidade de saúde pública podem usar os resultados para dar conselhos claros às instituições e aos profissionais de saúde sobre essas medidas de proteção, para reduzir o risco de infecção.

Derek Chu, professor assistente da Universidade McMaster, disse em um comunicado à imprensa que os resultados mostram a importância dessas medidas, que infelizmente estão em falta. "Com respiradores como N95, máscaras cirúrgicas e proteção para os olhos em falta, e desesperadamente necessários pelos profissionais de saúde na linha de frente do tratamento de pacientes com covid-19, é urgentemente necessário aumentar e redirecionar a capacidade de fabricação para superar a escassez global".

No entanto, segundo ele, é bom deixar claro que usar uma máscara não é uma alternativa ao distanciamento físico, proteção para os olhos ou medidas básicas, como higiene das mãos, mas pode adicionar uma camada extra de proteção.

Errata: o texto foi atualizado
Diferente do que foi informado, o distanciamento físico de um metro ou mais reduziu em 10,2 percentuais, e não em 10,2%, o risco de transmissão; o uso de máscara facial reduziu em 14,3 pontos percentuais, e não 14,3%, o risco de contágio; e o uso de proteção para os olhos reduziu em aproximadamente 10,5 pontos percentuais, e não 10,6%, o risco de contágio. As informações já foram corrigidas no texto.

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