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Coronavírus: estudo britânico quer testar vacina em mais de 10 mil pessoas

Igor Golovniov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Imagem: Igor Golovniov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

22/05/2020 07h45

Pesquisadores britânicos que testam uma vacina experimental contra o novo coronavírus estão entrando em estudos avançados e pretendem imunizar mais de 10 mil pessoas para determinar se a dose funciona.

No último mês, cientistas da Universidade de Oxford começaram a imunizar mais de mil voluntários com idades variando de 18 a 55 anos em um teste preliminar projetado para testar a segurança da dose. Hoje, os cientistas anunciaram que agora pretendem vacinar 10.260 pessoas em toda a Grã-Bretanha, incluindo pessoas com mais de 56 anos e crianças de 5 a 12 anos.

Se tudo correr dentro do esperado, os cientistas acreditam que pode haver dados positivos suficientes sobre a eficácia da vacina para avançar com a produção em massa em breve.

"Se a vacina funcionar nos próximos meses, isso pode ocorrer em um período de tempo relativamente curto", disse Andrew Pollard, chefe do Oxford Vaccine Group.

"É possível que, no outono - a partir de setembro - ou no final do ano, você possa ter resultados que permitam o uso da vacina em uma escala mais ampla".

Mas Pollard reconheceu que ainda há muitos desafios pela frente, incluindo quanto tempo levará para provar que a vacina funciona, principalmente porque a transmissão caiu significativamente na Grã-Bretanha, além de possíveis complicações na fabricação.

Ele não conseguiu fornecer dados iniciais do estudo anterior, explicando que o estudo foi projetado para ser cego, o que significa que os pesquisadores não sabem quais voluntários receberam a vacina experimental. Esses resultados são compartilhados com um conselho de supervisão de segurança e monitoramento. Até agora, não houve indicações de efeitos colaterais preocupantes.

Quando a vacina foi testada em macacos, os pesquisadores descobriram que a protegia contra pneumonia, sugerindo que poderia ajudar a prevenir doenças graves em pessoas, disse Pollard.

Ele disse que ainda é uma questão em aberto se isso pode afetar a maneira como a doença se espalha entre as pessoas.

*Com informações da AP

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