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'Não contem com uma vacina', alerta cientista dos EUA sobre o coronavírus

16.mai.2020 - Testes para o novo coronavírus são realizados na população de Wuhan, na China - China News Service via Getty Images
16.mai.2020 - Testes para o novo coronavírus são realizados na população de Wuhan, na China Imagem: China News Service via Getty Images

De Viva Bem

21/05/2020 11h25

Um importante cientista dos Estados Unidos disse hoje ao site britânico The Guardian que as pessoas não devem contar tão cedo com o desenvolvimento de uma vacina para o novo coronavírus, já que as infecções globais ultrapassaram 5 milhões após surtos na América Latina, incluindo o Brasil, que registrou quase 20 mil novos casos.

"Não dê ouvidos aos políticos que dizem que teremos uma vacina 'quando minha reeleição chegar'", disse William Haseltine, pesquisador de projetos de câncer, HIV e genoma humano. "Talvez nós teremos uma (...), mas toda vez que as pessoas tentaram fazer uma vacina, para Sars ou Mers, ela não ofereceu proteção realmente".

Haseltine afirmou que, embora uma vacina pudesse ser desenvolvida, "eu não contaria com ela", pedindo que as pessoas usem máscaras, lavem as mãos, limpem as superfícies e mantenham distância umas das outras.

O cientista defende que a melhor abordagem para a pandemia de covid-19 é gerenciar a doença através do rastreamento cuidadoso de infecções e adotar medidas rigorosas de isolamento sempre que o vírus começar a se espalhar.

As vacinas desenvolvidas anteriormente para outros tipos de coronavírus não conseguiram proteger as mucosas do nariz, por onde o vírus normalmente entra no corpo, disse ele.

"EUA, Rússia e Brasil fizeram o pior"

Os Estados Unidos e outros países não fizeram o suficiente para "isolar à força" as pessoas expostas ao vírus, criticou Haseltine. Mas o cientista elogiou os esforços da China, Coreia do Sul e Taiwan para conter o aumento de infecções.

De acordo com ele, EUA, Rússia e Brasil — os países onde há mais casos no mundo de covid-19 — fizeram o pior.

No mundo, o número de casos ultrapassou 5 milhões, e o Brasil registrou um recorde de 19.951 casos ontem, segundo o Ministério da Saúde, elevando o total de infecções para 291.579. Se a tendência continuar, o país logo superará os casos da Rússia (308.705), diz o Guardian.

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