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"Não encha o pote"; o que é certo e errado ao coletar fezes para exame

Evgen_Prozhyrko/iStock
Imagem: Evgen_Prozhyrko/iStock

Giulia Granchi

Do VivaBem, em São Paulo

21/02/2020 16h13

Quando foi a última vez que você fez a coleta de fezes para um exame? E, apesar de ser uma questão íntima, precisamos perguntar: quanto cocô levou e e qual recipiente?

Apesar de comum — o teste é um dos mais pedidos para detectar problemas no sistema digestivo — uma conversa no Twitter mostra que muita gente ainda tem dúvida de como realizar o procedimento da forma correta.

De acordo com o biomédico Jonathan Vicentt, autor do tuíte que originou a thread, nem todo mundo sabe que não são necessárias grandes quantidades de cocô para que o exame dê certo (e até há pacientes que até pedem um segundo pote para colocar mais material).

A discussão levou os internautas a contarem casos engraçados de pacientes, incluindo pessoas que levaram o "material" em garrafas, potes plásticos usados para alimentação e até uma moça que esqueceu seu potinho no ônibus, dentro de uma sacola atrativa de produtos de beleza.

Apesar da brincadeira, há alguns cuidados necessários para que as fezes possam ser usadas para o exame. O médico Stanley Nigro, patologista clinico e clínico geral do Laboratório Lavoisier, explica que a quantidade de um grama falada no tuíte pode servir para alguns exames, mas, de forma geral, é melhor levar uma quantidade um pouco maior.

Abaixo, ele dá dicas de como colher as fezes de forma correta:

  • Defeque em cima de uma superfície sem contato com a água, como a parte sem líquido dentro da privada, bidê ou penico (no caso de crianças).
  • Colha apenas a superfície das fezes.
  • Para garantir, leve de 10 a 30 g (3 a 4 espátulas).
  • Tampe o recipiente entregue pelo médico ou laboratório e deixe na geladeira até o dia do exame.

Quando a coleta de fezes é necessária?

"Os médicos pedem a coleta quando o paciente apresenta quadros sem causas conhecidas de diarreia, emagrecimento radical, sangramento, perda de gordura ou muco nas fezes, anemia, baixo crescimento (em crianças), dor abdominal recorrente ou dor para evacuar, que podem ser causados por parasitas intestinais", aponta Nigro.

O especialista aponta que é um exame simples e, muitas vezes, esquecido pelos médicos. "Apesar de o saneamento básico ter melhorado em muitas partes do Brasil, o exame é essencial para descartar a hipótese de parasitas", explica.

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