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Rosácea pode piorar no verão; veja como lidar com o problema

A rosácea é uma doença inflamatória que, na maioria das vezes, acomete mulheres brancas acima dos 30 anos - iStock
A rosácea é uma doença inflamatória que, na maioria das vezes, acomete mulheres brancas acima dos 30 anos Imagem: iStock

Danielle Sanches

Do VivaBem, em São Paulo

11/02/2020 04h00

Resumo da notícia

  • A rosácea é uma doença inflamatória que provoca dilatação dos vasos da pele, deixando o rosto vermelho e com lesões semelhantes à acne
  • O problema é agravado no verão, já que os raios solares e o calor agravam o quadro e pioram a sensação de queimação e ardor
  • Compressas geladas são recomendadas para reduzir a temperatura da pele e a vermelhidão; sessões de laser no consultório melhoram o aspecto da pele

Caracterizada por uma vermelhidão excessiva no rosto, a rosácea é uma doença de pele crônica que atinge principalmente a região centrofacial, mas também pode acometer outras partes do corpo e ocorre em 1,5% a 10% da população, de acordo com dados da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).

Ainda não há um consenso sobre as causas da rosácea. O que se sabe é que o problema é mais comum entre pessoas de pele branca, principalmente mulheres, e acima dos 30 anos. A genética familiar também tem influência no aparecimento da doença, bem como a proliferação desordenada de bactérias presentes naturalmente na microbiota da pele.

Principais sintomas

A rosácea é causada pela dilatação excessiva dos vasos da pele, uma alteração vascular que resulta na característica vermelhidão na face —chamado pelos médicos de eritema. De acordo com a dermatologista Clivia Oliveira Carneiro, médica da SBD, o eritema costuma acometer principalmente a região nasal e as bochechas, poupando a área ao redor dos olhos. "Mas o problema pode surgir também no pescoço, nas orelhas e na região torácica", afirma.

Além da vermelhidão, a sensação de queimação e ardência e vasos da pele visíveis também são sintomas comuns. O quadro pode evoluir e vir acompanhado de lesões semelhantes à acne (as pápulas e pústulas).

A forma mais grave da doença é chamada de fimatosa, quando há inchaço e a pele se torna mais espessa. Isso pode provocar um aumento exagerado, especialmente do nariz, formando o que os médicos chamam de rinofima.

Os sintomas de vermelhidão e ardência costumam piorar com determinados gatilhos como: calor, estresse, atividades físicas, mudanças bruscas de temperatura, ingestão de bebida alcoólica, ingestão de condimentos como pimenta e alimentos quentes, além de algumas medicações e o uso de cosméticos inapropriados para esse tipo de pele (como ácidos muito fortes).

Por que ela piora no verão?

Além da vermelhidão e das pústulas, outra característica da pele com rosácea é que ela não possui uma barreira cutânea eficiente, tornando o tecido bastante sensível e muitas vezes até ressecado.

Por isso, o excesso de sol também é um gatilho importante que acaba piorando o aspecto inflamado da pele. "Além de agredir o tecido, o sol ainda aquece, agravando a dilatação dos vasos", explica Damaris Ortolan, dermatologista especialista pela SBD.

Para evitar esse agravamento, é preciso usar filtro solar de FPS alto combinado ao uso de uma proteção física, como chapéus e bonés. Também é bom evitar se expor nos horários de pico do sol, ou seja, entre 10h e 16h, e ainda reforçar a hidratação para manter a pele saudável.

Ortolan lembra também que é importante evitar se expor a mais de um gatilho no mesmo dia. "Por exemplo, se eu vou para o sol, melhor evitar a ingestão de bebida alcoólica no mesmo momento, pois a combinação de muitos gatilhos pode provocar uma crise severa", avisa.

Existe tratamento?

Durante a crise, quando a vermelhidão e o ardor são intensos, o mais importante é tentar diminuir a temperatura da pele para aliviar a sensação de ardência. Vale, por exemplo, colocar o hidratante de uso diário e até a garrafinha de água termal na geladeira antes de aplicar sobre a pele.

Outra possibilidade é fazer um chá de camomila, que tem propriedades anti-inflamatórias, e utilizar os saquinhos para fazer compressas geladas no rosto.

No consultório, alguns tratamentos podem ser feitos para controlar a doença e melhorar o aspecto da pele. "Se a manifestação for apenas a vermelhidão, o uso de hidratantes específicos e aplicação de laser são os procedimentos mais recomendados", explica Ortolan.

No caso de quem sofre com pústulas, o médico pode recomendar o uso de antibióticos via oral ou de uso tópico para reduzir a inflamação no local.

Importante: não é recomendado o uso de cremes com corticoide. "A pele pode até apresentar melhora em um primeiro momento, mas o uso contínuo costuma agravar a doença", diz a dermatologista.

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