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Teve contato com água suja de enchente? Saiba o que fazer

Motoqueiro tenta passar por alagamento no Butantã - Rahel Patrasso/Reuters
Motoqueiro tenta passar por alagamento no Butantã Imagem: Rahel Patrasso/Reuters

Danielle Sanches

Do VivaBem, em São Paulo

10/02/2020 12h15

Resumo da notícia

  • Chuvas em São Paulo e região provocaram muitos alagamentos e transtornos; além das perdas materiais, aumentam as chances de contágio de doenças
  • A mais conhecida é a leptospirose, transmitida a partir de uma bactéria presente na urina do rato e que pode entrar na pele
  • Outras doenças também podem ser contraídas, como hepatite A e diarreia bacteriana
  • O ideal é manter-se longe das águas de enchentes e, se não for possível, tentar se proteger com botas de borracha e procurar assistência médica
  • Alimentos e móveis em contato com a água suja devem ser descartados

A região metropolitana de São Paulo amanheceu hoje debaixo de chuva forte — e contabilizando estragos. O temporal, equivalente à quase metade das precipitações esperadas para todo o mês de fevereiro, provocou um verdadeiro caos na cidade, que parou diante de inúmeras vias de acesso fechadas por alagamentos.

Mas, além dos danos materiais, o transbordamento de rios e córregos e o contato com essa água eleva o risco de contaminação por doenças infectocontagiosas que, se não tratadas, podem até levar à morte. Confira:

1. Leptospirose

Bastante lembrada quando o assunto é enchente, a doença é causada por uma bactéria encontrada na urina do rato e que pode entrar na pele humana. Em 90% dos casos, segundo os médicos, os sintomas são dor no corpo, dor acentuada na batata da perna, febre alta e indisposição.

No entanto, algumas pessoas podem ter diminuição na quantidade de urina e amarelamento dos olhos, além de sangramento. Nesses casos, o ideal é procurar ajuda médica o quanto antes para evitar que o problema se intensifique e leve à morte.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2018, foram registrados 2.786 casos da doença em todo o país, com 244 mortes.

2. Hepatite A

A doença tem origem viral e a transmissão ocorre por meio da ingestão de água contaminada. Os sintomas mais comuns da hepatite são fadiga, náusea, vômitos, perda de apetite e desconforto abdominal.

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3. Diarreia bacteriana

A pessoa, ao ser exposta à água contaminada, pode entrar em contato com diversos microrganismos que provocam o quadro, que tem sintomas como náuseas, enjoo, evacuações líquidas e, em alguns casos, a presença de sangue nas fezes. É sempre importante buscar ajuda médica, principalmente para evitar a desidratação e o agravamento do quadro.

4. Febre tifoide

Considerada rara, a doença pode ser transmitida por água e alimentos contaminados com a bactéria Salmonella tiphy. Os sintomas mais comuns são febre, dor de cabeça, constipação e aumento do volume do baço.

Fiquei preso em um alagamento. E agora?

O ideal é evitar ao máximo o contato com a água suja. Ou seja, nada de tentar atravessar ruas alagadas —além das doenças, é perigoso cair em buracos ocultos pela água (que costuma ser turva), se machucar em objetos trazidos pela água (como galhos e pedras) e ainda ser levado pela correnteza, se houver.

Se não for possível evitar o contato, o mais indicado é usar botas e luvas de borracha para minimizar o risco de contaminação. Vale ainda buscar ajuda médica imediatamente ao primeiro sinal suspeito de qualquer doença, informando ao especialista que esteve em contato com a água de enchentes.

Vale ressaltar que móveis e alimentos que tiveram contato com a água da enchente precisam ser descartados. O recomendado é que se jogue fora colchões, sofás e até geladeiras, caso tenham tido contato com a água pluvial.

Já os alimentos, mesmo fechados, também devem ser jogados fora caso entrem em contato com a água. Opte pela água sanitária para desinfetar o chão ou outros locais que tiveram contato com a água da chuva.

*Com informações de reportagens publicadas em 19/12/2019 e 03/01/2020.

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