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Coronavírus: compras de internet que vêm da China podem estar infectadas?

Visual China Group/Getty Images
Imagem: Visual China Group/Getty Images

Giulia Granchi

Do VivaBem, em São Paulo

29/01/2020 11h22Atualizada em 17/03/2020 21h19

Enquanto muitos brasileiros esperam pacientemente suas compras de sites como AliExpress, Wish e Lightinthebox, surgiu a dúvida: será que os produtos originários da China, onde o agente do coronavírus foi recentemente identificado, podem oferecer risco de infecção a quem abrir uma encomenda?

De acordo com estudo da Universidade de Princeton (EUA), o coronavírus pode sobreviver por até 72 horas em materiais como plástico e metal inoxidável. Já em papelão, pode durar 24 horas. Por isso, Flávio Alcântara, patologista clínico e médico assistente do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo), diz que o envio de embalagens por correio internacional não deverá trazer risco, devido ao tempo decorrido do envio a chegada.

"O agente é de uma família de vírus que são cobertos com um envelope lipídico, o que os torna sensíveis a dessecamento prolongado. Além disso, a lavagem das mãos com água e sabão é capaz de inativar um vírus com esta característica", esclarece.

Ou seja, pode comemorar sem medo quando o tão esperado pacotinho chegar: com o tempo entre a compra, despacho pelo vendedor e transição para chegar ao Brasil, seus pedidos internacionais estão seguros para serem abertos em casa.

O que é o novo coronavírus?

É um vírus que tem causado doença respiratória pelo agente coronavírus, recentemente identificado na China. Os coronavírus são uma grande família viral, conhecidos desde meados de 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum. Alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave), identificada em 2002 e a Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), identificada em 2012.

Qual a forma de transmissão do vírus?

Ainda não está claro com que facilidade o novo coronavírus se espalha de pessoa para pessoa. As investigações estão em andamento, mas a disseminação do novo coronavírus está ocorrendo e pode ser de forma continuada. Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos.

E de que animal ele vem? Uma vez que é identificado o animal reservatório, como é chamado o ser vivo onde um agente infeccioso vive e se multiplica, é muito mais fácil lidar com isso. Os casos têm sido associados ao mercado público de frutos do mar em Wuhan. Ainda que alguns mamíferos aquáticos possam portar o coronavírus, como a baleia-beluga, também são comercializados no mercado outras classes de animais selvagens vivos, o que inclui galinhas, morcegos, coelhos e cobras —e são apontados como fontes mais prováveis.

Quais são os sintomas do novo coronavírus?

Os sinais e sintomas clínicos são principalmente respiratórios, como:

  • Febre
  • Tosse
  • Dificuldade para respirar.

Existe alguma forma de prevenção?

Para redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, especialmente as de grande infectividade, orienta-se que sejam adotadas medidas gerais de prevenção, como realizar frequente higienização das mãos, principalmente antes de consumir alimentos, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca. Além disso, não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas, manter os ambientes bem ventilados, evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença.

Fontes: João Prats, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo; e Flávio Alcântara, patologista clínico e médico assistente do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo).

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