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Hoje é o dia mais triste do ano; saiba como lidar com a depressão sazonal

Depressão sazonal se manifesta em determinados períodos do ano e deve ser tratada por especialistas - Getty Images
Depressão sazonal se manifesta em determinados períodos do ano e deve ser tratada por especialistas Imagem: Getty Images

Danielle Sanches

Do VivaBem, em São Paulo

20/01/2020 11h28

Resumo da notícia

  • A terceira segunda-feira de janeiro é chamada de "Blue Monday", considerado o dia mais triste do ano
  • O dia nasceu de uma jogada de marketing; porém, está relacionado à depressão sazonal, bastante comum em janeiro e fevereiro em vários países
  • No Hemisfério Norte, o quadro está ligado à falta de exposição solar nos meses de inverno; no Brasil, tem relação com o período de férias e verão
  • Os sintomas mais comuns são fadiga, tristeza, angústia, dificuldade de concentração e aprendizagem
  • Esse tipo de depressão costuma reaparecer todos os anos no mesmo período e deve ser tratado com psicoterapia e medicamentos receitados por um médico

A terceira segunda-feira de janeiro é mundialmente conhecida como o dia mais triste do ano. A chamada "Blue Monday" ("segunda-feira melancólica", em tradução livre) não tem comprovação científica e, de acordo com a CNN, foi uma jogada de marketing que acabou se tornando popular. Assim, todos os anos, inúmeros blogs de saúde e sites pelo mundo aproveitam para lembrar a data e vender produtos relacionados a bem-estar.

Embora seja irreal falar de um pico de depressão que aparece em um dia específico, é fato que os sintomas da doença ficam mais evidentes em determinadas épocas do ano. Quando isso acontece, o quadro pode ser descrito como depressão sazonal, também chamado de transtorno afetivo sazonal.

No Hemisfério Norte, por exemplo, a depressão sazonal se torna mais comum durante os meses de inverno, principalmente janeiro e fevereiro, quando há menos luz solar nessa região. A falta desse elemento cria um desequilíbrio químico no cérebro, afetando o ritmo circadiano que pode atrapalhar o funcionamento do corpo.

Nesse caso, os principais sintomas são fadiga (mesmo após descanso), problemas de concentração e aumento de peso causado pelo aumento no consumo de carboidratos. O quadro é mais comum em mulheres adultas.

Clima tropical também tem depressão sazonal

Mas não são apenas os moradores de países do Hemisfério Norte que experimentam a depressão sazonal. O clima de sol, calor, praia e férias que é tão comum nos meses de verão no Brasil também pode provocar uma depressão "de verão".

Por aqui, esse tipo de depressão está associado a uma mudança de ritmo social que pressiona as pessoas a se cobrarem de forma excessiva. É comum por exemplo, surgir questões com a autoimagem, em que pessoas insatisfeitas com o próprio corpo evitem as exposições sociais, na praia e na piscina, provocando um isolamento social.

Há ainda um estressor extra: esse período é marcado pela "obrigação" de sentir-se feliz e animado com tudo e todos. Isso acaba se tornando uma cobrança a mais no período, contribuindo para a piora da qualidade de vida.

É importante dizer que pessoas que já possuem um quadro depressivo prévio ou maior vulnerabilidade social e genética para isso acabam ficando mais propensas a desenvolver o quadro neste momento.

Há tratamento?

Assim como a depressão tradicional, o transtorno sazonal deve ser diagnosticado por um profissional e tratado com acompanhamento médico especializado. Os sintomas mais comuns, nesse caso, são angústia e ansiedade, sentimentos de tristeza e culpa; alterações do sono e do apetite, redução da concentração e na velocidade de aprendizagem. Se esses sintomas aparecem sempre em uma época do ano, vale a pena investigar.

O tratamento pode ser feito com medicamentos antidepressivos e psicoterapia. Quem vive o problema provocado por falta de luz solar pode ainda ser orientado a fazer fototerapia, expondo-se à luz brilhante por algum tempo todos os dias.

Em geral, depressões recorrentes exigem uma manutenção para evitar que o quadro retorne de tempos em tempos. O tratamento deve levar o indivíduo a observar e reconhecer suas reações ao estresse e sintomas que possam desencadear uma recaída. O autoconhecimento, o gerenciamento do estresse e a revisão de estilo de vida são essenciais para evitar a doença.

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