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Tosse e falta de ar? Sintomas podem indicar sinal amarelo para o fumante

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Imagem: iStock

Saúde Brasil*

06/12/2019 11h13

Poluição, exposição a produtos químicos ou poeira, fatores genéticos, infecções respiratórias recorrentes. Existem várias condições que podem desencadear uma doença nas vias aéreas. Mas quando o assunto é tabagismo, o risco de adquirir esse tipo de enfermidade aumenta exponencialmente.

Muito se fala sobre o surgimento do câncer, mas o cigarro também é um grande causador de doenças respiratórias como asma, enfisema pulmonar, bronquite crônica e a DPOC (doença pulmonar obstrutiva), considerada atualmente a segunda causa de mortalidade no mundo de acordo com um estudo recente publicado no periódico Lancet.

Segundo a SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia), o fumo é responsável por cerca de 80% dos casos da DPOC.

Além de fazer mal para quem fuma, os componentes do cigarro prejudicam também os fumantes passivos. Conforme dados da SBPT, a exposição de gestantes e crianças à fumaça reduz o desenvolvimento dos pulmões e piora a função pulmonar com o tempo, por exemplo. Fora isso, quem convive com os fumantes também tem chance de desenvolver doenças respiratórias.

No fim das contas, além de ser responsável pelo surgimento das doenças, o cigarro também é capaz de agravar sintomas quando eles já existem. Se você é fumante e anda por aí sofrendo com tosse, falta de ar, respiração ofegante, chiado, muco e cansaço, esses podem ser sinais de alerta para algumas doenças respiratórias importantes.

Quais são as doenças respiratórias?

Asma

Condição multifatorial determinada pela interação de fatores genéticos e ambientais, a asma é uma das doenças respiratórias mais comuns. A doença consiste na inflamação das vias aéreas inferiores, que causa o estreitamento dos bronquíolos. Essas minúsculas ramificações que estão dentro do pulmão transportam o ar até os alvéolos pulmonares, que por sua vez se assemelham a cachos de uva, e é neles que ocorre a troca gasosa.

Sintomas

  • Dificuldade para respirar
  • Tosse seca
  • Chiado no peito
  • Respiração rápida e curta.

Enfisema pulmonar

O enfisema é caracterizado pela destruição dos alvéolos. Com a doença, essas estruturas inflamam, começam a se romper e formam pequenas bolhas. Esse processo dificulta a passagem do ar e a oxigenação do sangue.

Sintomas

  • Chiado
  • Tosse
  • Respiração ofegante
  • Falta de ar

Bronquite crônica

Na bronquite crônica, ocorre a inflamação dos brônquios, estruturas pulmonares responsáveis por levar e trazer o ar a cada respiração. A doença leva a um estreitamento e engrossamento das paredes dos brônquios, e também provoca secreção dentro deles. É uma doença que causa tosse e expectoração na maioria dos dias, por no mínimo três meses por ano, durante dois anos consecutivos, e tem como causa mais comum o tabagismo. A diferença entre a bronquite e a bronquite crônica está na duração dos sintomas e na existência de uma tosse com muco.

Sintomas

  • Tosse com expectoração (secreção de muco)
  • Chiado
  • Falta de ar
  • Cansaço

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

A DPOC é uma mistura de bronquite crônica com enfisema pulmonar. A DPOC é uma condição progressiva que obstrui as vias aéreas, dificultando a respiração. É uma doença com repercussões sistêmicas, prevenível e tratável, e a limitação que provoca no fluxo aéreo pulmonar é parcialmente reversível. Essa limitação é causada por uma associação entre doença de pequenos brônquios (bronquite crônica obstrutiva) e destruição de parênquima (enfisema).

Sintomas

  • Falta de ar mesmo diante de esforços mínimos
  • Cansaço
  • Pigarro
  • Tosse

Para cuidar dos pulmões

A medida mais eficiente para preservar ou melhorar a saúde dos pulmões é reduzir ou cessar completamente o uso do cigarro. Isso vale para qualquer tipo deles: cachimbo, narguilé, cigarro normal, de tabaco ou eletrônico. Não importa o seu nível de dependência ou seu tempo como fumante, sempre vale a pena parar. Para se ter uma ideia, bastam 8 horas sem cigarro para que os níveis de oxigênio aumentem na corrente sanguínea. Após três semanas, a sua respiração já volta ao normal.

*Site do Ministério da Saúde

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