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Giselle Itié: "Não quero parto humanizado, só o normal". Tem diferença?

Reprodução/@gitie
Imagem: Reprodução/@gitie

Giulia Granchi

Do VivaBem, em São Paulo

24/10/2019 16h20

Grávida de cinco meses, a atriz Giselle Itié postou um convite a uma transmissão ao vivo sobre ginecologia e parto que acontecerá hoje, em seu Instagram. No texto compartilhado na rede social, de autoria da doula Cecilia Franco, a mexicana naturalizada brasileira defende a ideia de que o parto humanizado nada mais é do que um parto respeitoso.

De acordo com o post, a humanização significa "que a assistência obstétrica respeita o protagonismo da mulher, suas escolhas informadas, com base nas evidências científicas atualizadas, preservando a dignidade e integridade física e emocional do binômio mãe e bebê".

Em outras palavras, a prática é assegurar que a mãe não sofra violência obstétrica ou passe por práticas consideradas invasivas ou indesejáveis de acordo com a opção de cada mãe, como a episiotomia de rotina, soro para acelerar o parto e posições desconfortáveis.

Amanhã às 20h vou encontrar com a @ceciliafrancadoula e @giseleaguilaeo para falar sobre parto. Nos vemos na LIVE?! Vamos nos informar juntas? Segue um texto pra gente refletir... *Não quero parto HUMANIZADO, só quero o NORMAL!* Vamos trocar o termo HUMANIZADO por RESPEITOSO e entender o significado por trás da humanização. O que significa humanização? Significa que a assistência obstétrica respeita o protagonismo da mulher, suas escolhas informadas, com base nas evidências científicas atualizadas, preservando a dignidade e integridade física e emocional do binômio mãe e bebê. Ou seja, parto humanizado não é parto sem assistência especializada, colocando o bebê em risco, no mato ou apenas na água. É respeito ao empoderamento feminino, liberdade para parir com segurança, na posição mais confortável, podendo expressar livremente a sua dor, com acesso à comida, em um ambiente acolhedor, com manejo da dor, sem ser cortada sem necessidade, sem pressa, com conforto e pessoas que trazem apoio emocional e físico. Pode ter analgesia, pode virar cesárea (se houver necessidade), pode ter música e o bebê vai ter o contato com a pele da mãe, com seu seio e seu calor, imediatamente após ao nascimento. Resumindo o PARTO NORMAL deveria ser sempre o RESPEITOSO, pautado em preceitos como os da declaração universal dos direitos humanos fundados sobre o respeito pela dignidade e o valor de cada pessoa. Texto @ceciliafrancadoula @guiwinter ??

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Mas diferentemente do que muitos imaginam ao ouvir o termo, o parto humanizado não é necessariamente aquele feito em banheira, com acompanhamento de doula, ou mesmo fora do hospital. "Gosto do termo 'parto respeitoso' porque indica o que precisamos fazer: simplesmente dar assistência à mulher que vai parir. O objetivo é garantir a privacidade dela e respeitar suas vontades para que se sinta acolhida, bem-vinda e confortável", aponta Alberto Guimarães, mestre em ginecologia e obstetrícia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

E o parto humanizado — ou respeitoso, como indica a atriz e o médico — pode ocorrer tanto no procedimento normal quanto na cesária. "Uma cesária não pode ser sinônimo de arrancar o bebê da mãe. Também é possível ter o contato pele a pele após o parto, colocá-lo para mamar na primeira hora... Medidas que contribuem para o acolhimento e conexão entre os dois", indica o médico.

Parto domiciliar ou no hospital?

Assim como a companhia da doula ou o período na banheira são escolhas da mulher independente do local onde esteja, dar à luz em ambiente hospitalar ou domicilar também pode ser opção da mulher, mas é necessário conhecer os riscos.

"Quando há casa está equipada com tudo que é necessário para a segurança da mãe e do bebê, é possível ter experiências de sucesso. Mas nem sempre esse é o caso. Se há complicações como uma hemorragia na mulher ou um prolapso do cordão umbilical (quando ele sai antes que a criança), é difícil resolver fora do hospital", explica Guimarães.

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