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Retirar a fimose afeta o prazer do homem? Diminui o pênis? Evita doenças?

Retirar fimose facilita a limpeza no pênis e diminui o risco de câncer na região  - iStock
Retirar fimose facilita a limpeza no pênis e diminui o risco de câncer na região Imagem: iStock

Priscila Carvalho

Do VivaBem, em São Paulo

02/08/2019 04h00

Resumo da notícia

  • A fimose ocorre quando há excesso de prepúcio, pele que recobre o órgão sexual masculino
  • O problema dificulta a exposição da cabeça do pênis e pode complicar sua correta higienização
  • Isso favorece o aparecimento de infeções que causam dor, além de aumentar o risco de doenças sexualmente transmissíveis e câncer de pênis
  • A condição ainda pode gerar desconforto durante o sexo e dificultar a saída de sêmen, o que afeta a fertilidade

A fimose nada mais é do que o excesso da pele que recobre o órgão sexual masculino (prepúcio), dificultando a exposição da glande (cabeça do pênis). De acordo com especialistas, grande parte dos meninos nascem com a condição e ela tende a desaparecer por volta dos três ou quatro anos de idade. No entanto, se isso não ocorre de forma espontânea, é necessário fazer tratamentos, já que a fimose pode aumentar o risco de doenças.

Quando há o problema, os médicos geralmente indicam em um primeiro momento pomadas com corticoides, que facilitam que a pele deslize sobre a glande. Para meninos com mais de cinco anos também podem ser recomendados exercícios de retração --em que o prepúcio é puxado de maneira leve, para ir se soltando pouco a pouco.

Caso nenhuma dessas táticas funcione, é recomendada a cirurgia, que pode ser feita tanto remover completamente a camada de pele que recobre a glande quanto ser realizado um ou mais cortes no prepúcio, suficientes para permitir que a pele deixe de impedir a exposição da glande.

Se houver necessidade e a operação não for feita, a fimose aumenta o risco de algumas doenças e complica a vida sexual do homem. A seguir, respondemos algumas dúvidas comuns sobre a condição.

Quais problemas a fimose pode causar?

A pele que recobre a glande dificulta a higiene correta do pênis e favorece o acúmulo de esmegma --concentração de óleo, sujeira, pele e umidade no órgão sexual. Isso facilita a proliferação de fungos e bactérias, que podem gerar infeções que causam dor, inchaço, mau odor. Também aumenta o risco de infecção urinária, de contrair doenças durante o sexo e até de ter câncer de pênis, condição que pode levar à amputação do membro.

Carlo Passerotti, urologista e coordenador do Centro Especializado em Urologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que existem trabalhos científicos que mostram que a retirada da fimose reduz o risco de contrair IST (infeções sexualmente transmissíveis), como as causadas pelos vírus HPV e HIV. Vale lembrar que isso não libera o uso de preservativos nas relações sexuais.

Operar a fimose reduz a sensibilidade no pênis e o prazer na transa?

Não. Segundo o urologista Atila Rondom, coordenador-geral do Departamento de Uropediatria da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), retirar o prepúcio não diminui ou aumenta a sensibilidade no pênis e o prazer do homem durante o sexo --e isso também vale tanto para a mulher.

Porém, dependendo do grau da fimose, não fazer a operação pode gerar incômodos na transa, já que quando a glande fica presa ocorre um atrito maior. Ainda pode dificultar a saída do sêmen e comprometer a fertilidade do homem.

O pênis fica menor?

Isso é um mito. "Após a cirurgia ocorre a falsa impressão de que o pênis diminui devido à retirada do prepúcio, mas não há qualquer interferência no tamanho do órgão", diz Passerotti.

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