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Alerta: estudo prova ligação entre dor nas costas e mortalidade em mulheres

Dor nas costas leva a incapacitação e aumenta riscos de morte - iStock
Dor nas costas leva a incapacitação e aumenta riscos de morte Imagem: iStock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

25/12/2018 13h41Atualizada em 25/12/2018 18h09

Ter dor nas costas é algo comum, afeta milhares de pessoas em todo o mundo. O Instituto Americano de Distúrbios Neurológicos e Derrame sugere que cerca de 80% dos adultos experimente o incômodo ao menos uma vez na vida.

Além disso, sentir dor nas costas também é uma das principais causas de incapacitação e dias de trabalho perdidos. E fatores de risco como postura, sedentarismo, idade, ganho de peso e obesidade podem contribuir para o desenvolvimento das -inconvenientes- dores. Ser mulher parece ser outro "fator de risco".

Sabendo disso, pesquisadores resolveram acompanhar 8 mil mulheres por uma média de 14 anos. O resultado foi o estudo, publicado no Journal of General Internal Medicine, que afirma que há uma forte ligação entre dor nas costas e mortalidade.

"Até onde sabemos, nossa pesquisa é a primeira a avaliar a incapacidade após a mensuração da dor nas costas. Isso permitiu uma análise prospectiva da dor nas costas que persistiu ao longo do tempo e taxas posteriores de incapacidade, o que pode ajudar a explicar a associação entre dor nas costas e mortalidade", afirmou o autor do estudo Eric Roseen, em entrevista ao site Medical News Today

Os cientistas perguntaram sobre os participantes e observaram suas atividades cotidianas, notando como a dor nas costas trouxe dificuldades para a realização de tarefas como caminhar, preparar refeições ou fazer movimentos repetitivos

Os resultados mostraram que caminhar por curtas distâncias e preparar refeições explicaram quase 50% do impacto da dor lombar crônica na mortalidade. A velocidade de caminhada observada e o levantamento repetitivo de uma cadeira explicaram cerca de um quarto dessa associação (27% e 24%, respectivamente). 

Mais de 50% das participantes morreram durante o período de acompanhamento. A análise computou ainda que 65% das mulheres com dor lombar persistente morreram, em comparação com 54% de óbitos entre aquelas que não relatavam dor nas costas.

As razões por trás dessa associação permaneçam incertas, os pesquisadores acreditam que outros fatores ligados à dor nas costas podem contribuir para uma morte prematura.

"A dor nas costas pode prejudicar diretamente as atividades diárias, e os idosos passam a evitá-las devido ao medo de re-lesão ou agravamento dos sintomas. Ser incapaz de realizar ou evitar atividades diárias pode levar ao ganho de peso, desenvolvimento ou progressão de outras doenças crônicas, condições de saúde e, finalmente, a morte prematura", explicou Roseen.

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