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Grande estresse pode causar vitiligo, como aconteceu com a cantora Tiê?

Tiê descobriu ter vitiligo após sofrer um momento de grande estresse, que costuma ser um dos gatilhos da doença - @tiemusica/Reprodução Instagram
Tiê descobriu ter vitiligo após sofrer um momento de grande estresse, que costuma ser um dos gatilhos da doença Imagem: @tiemusica/Reprodução Instagram

Priscila Carvalho

Do VivaBem, em São Paulo

29/08/2018 18h40

Em entrevista à revista Marie Clarie, a cantora Tiê revelou conviver com o vitiligo há 17 anos. A doença começou com uma mancha branca no peito, em volta de uma pinta.

Segundo a artista, o problema foi desencadeado pelo estresse de um abuso sexual que ela sofreu dias antes da marca aparecer. "Há quem diga que o vitiligo não é apenas sobre um gatilho emocional, mas comigo foi. A mancha veio exatamente depois do que me aconteceu".

A atriz disse ainda que testou diversos tratamentos, quase todos sem sucesso. "Tentei tudo que estava ao meu alcance. Cheguei a usar remédios trazidos de Cuba. Homeopatia, acupuntura, terapia, meditação. Me arrependo apenas de um tratamento, que queimou a minha pele."

Estresse causa vitiligo?

O vitiligo é uma doença crônica autoimune e ainda tem suas causas desconhecidas. Ela pode ser genética e neuronal. De acordo com Cristiano Kakihara, dermatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, o estresse é um gatilho e não a causa da doença. "Se a pessoa tiver tendência genética a desenvolver a enfermidade, ele pode se manifestar após uma situação de grande tensão. Não se sabe ainda qual é o ponto principal que desencadeia a doença", explica.

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Estima-se que 30% dos casos têm relação familiar. Além disso, o problema está relacionado a problemas como diabetes, distúrbios da tireoide e doenças autoimunes como psoríase e alopecia areata.

Como identificar o vitiligo?

As lesões podem ser únicas ou múltiplas. Normalmente aparecem em orifícios como boca, nariz, orelha e perto dos olhos. O ideal é procurar um médico para avaliar o grau da doença e definir o melhor tratamento. "Quando a mancha é muito pequena e difícil de identificar, recorremos à biópsia para diagnosticar o problema", explica Kakihara.

Como é o tratamento

O vitiligo não tem cura, mas os sintomas podem parar de se manifestar. Ainda sim, a doença estará no organismo do indivíduo.

Existem diversos métodos que auxiliam na melhora das manchas. Cremes, corticoides por via oral ou, em quadros mais graves, injetáveis são os tratamentos mais usados. Há também a fototerapia, técnica que utiliza lâmpadas que conseguem estimular a produção de melanina e diminuir o processo inflamatório na pele.

Quando a doença está "estacionada" por cerca de dois anos, o paciente pode recorrer à cirurgia, na qual o médico retira pedaços da pele de uma área normal e transplanta na área com a doença.

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