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Nada de "pizza"! Botox nas axilas é tratamento para combater suor excessivo

Getty Images
Imagem: Getty Images

Thamires Andrade

Do VivaBem, em São Paulo

23/01/2018 04h00

Em uma participação no canal do YouTube de Rafael Cortez, Fernanda Souza contou que já chegou a aplicar botox nas axilas para diminuir o suor. "Minha pizza é [tamanho] família. Teve uma época em que coloquei botox nas axilas. Mas dói muito. São 93 agulhadas debaixo de cada braço. Já parei muita gravação para secar o suor", revelou.

Assim como a apresentadora, a estudante Julia Maria Verrengia, de 19 anos, sofria com a transpiração excessiva. "Blusa vermelha e cinza eram cores proibidas para mim, pois o suor sempre ficava marcado. Escolhia a roupa com base nos passeios, se precisasse andar muito, optava por um tecido que não destacasse a transpiração", relembra.

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A estudante aplicou botox nas axilas duas vezes. Na primeira, não gostou e sentiu muitas dores, sem contar que voltou a suar rapidamente. Na segunda, buscou um cirurgião plástico e, além de não sentir dor, ficou sem transpirar muito por seis meses. "Falaram para mim sobre a cirurgia para remover os nervos, mas não queria nada invasivo. Optei pelo botox mesmo tendo medo de agulha. Mas valeu muito a pena pelo resultado. Minha autoestima mudou, hoje tenho segurança para caminhar e saber que não vou ficar com uma 'pizza' embaixo do braço", fala.

O que causa o suor em excesso?

A sudorese excessiva é chamada de hiperidrose. Mas como saber se o suor está além da conta? “Normalmente, em dias ensolarados e quando praticamos atividade física, é normal transpirar. Já na hiperidrose o suor excessivo está presente mesmo sem estas condições”, explica Carolina Schafer, cirurgiã plástica e membro da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).

Sem cura, essa hiperatividade das glândulas sudoríparas, que ocorre principalmente nas axilas, mãos, pés e rosto, pode ser causada por diversos motivos, como problemas emocionais e genéticos, doenças e até o consumo de certos medicamentos.

Há uma série de tratamentos para resolver o problema --de uso de antitranspirantes e cremes à cirurgia para remover as glândulas--, mas a aplicação da toxina botulínica tem se destacado por ser eficaz e pouco invasiva.

Como é feito o botox nas axilas?

A aplicação é realizada no consultório e não exige internação. Primeiro, o médico faz um teste: passa uma solução iodada na região da axila, polvilha amido e as áreas que começam a suar ficam pretas. “Marcamos com uma caneta as glândulas que estão funcionando demais, os pontos de maior sudorese”, explica Luiz Henrique Ishida, diretor da SBCP.

Depois, uma pomada anestésica é passada na região e aí a toxina é aplicada por meio de agulhas fininhas. “As glândulas sudoríparas estão ligadas a um nervo, responsável pela sudorese. O botox paralisa esse nervo, fazendo com ele não consiga agir. Assim, o suor desaparece”, explica Ishida.

Segundo os médicos, a aplicação não gera muita dor e o procedimento é rápido (leva cerca de 20 minutos). Em duas semanas, já dá para sentir o resultado, que dura aproximadamente seis meses.

Efeitos colaterais e contraindicação

Inchaço e dor no local da aplicação são os efeitos colaterais mais comuns do procedimento. No entanto, em casos raros pode acontecer o suor compensatório em alguma outra região do corpo.

“Essa questão do suor que deveria sair por um lugar ser compensado em outro não é comum na aplicação da toxina botulínica, e sim na simpatectomia (cirurgia de remoção do nervo simpático). Ao remover esse nervo, os nervos de outras partes do corpo acabam produzindo mais suor”, fala Carolina.

Grávidas, lactantes e pacientes com doenças degenerativas não têm indicação para o tratamento.

Se interessou, qual especialista você deve procurar?

Cirurgiões plásticos e dermatologistas são os profissionais mais habilitados para realizar o procedimento.

Preço médio do procedimento

De R$ 1.500 a R$ 2.500 reais.

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