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UE: Variante delta exige 'ações imediatas' e ameaça esforços contra o vírus

UE estima que, até o fim de agosto, delta representará 90% dos casos de covid-19 no bloco - Lucas Zanon/Awakening/Getty Images
UE estima que, até o fim de agosto, delta representará 90% dos casos de covid-19 no bloco Imagem: Lucas Zanon/Awakening/Getty Images

Gabriel Bueno da Costa

23/06/2021 16h31Atualizada em 23/06/2021 17h04

O ECDC (Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Doenças, na sigla em português) alerta em comunicado hoje para variantes mais contagiosas da covid-19, sobretudo a delta, localizada inicialmente na Índia.

O órgão da União Europeia diz que algumas variantes "colocam nossos esforços para controlar a pandemia em risco e exigem ações imediatas".

Diretora do EDCD, Andrea Ammon destaca que variantes do vírus estão se disseminando rapidamente pelo mundo. Baseando-se nas evidências científicas disponíveis, a variante delta é mais transmissível que as demais, lembra ela.

"Nós estimamos que, até o fim de agosto, ela representará 90% de todos os vírus sars-cov-2 circulando na União Europeia", projeta.

A autoridade de saúde afirma que, segundo dados preliminares, a cepa Delta pode também infectar pessoas que receberam apenas uma dose das vacinas atualmente disponíveis.

Ammon diz ser "muito provável" que a variante circule bastante na UE no verão local, especialmente entre os mais jovens, que não são até agora o alvo da vacinação.

"Isso poderia representar um risco para os indivíduos mais vulneráveis para ser infectados e sofrer doença grave e morte, caso eles não sejam totalmente vacinados", diz.

A agência europeia diz que a boa notícia é que as duas doses de todas as vacinas hoje disponíveis garantem proteção elevada contra a variante e suas consequências.

Na UE, contudo, cerca de 30% daqueles com mais de 80 anos e cerca de 40% daqueles com mais de 60 anos ainda não receberam a vacinação completa.

Com isso, ainda há muitas pessoas em risco de contrair quadros graves da covid-19 que precisam se proteger o quanto antes.

Enquanto isso, é preciso aderir estritamente às medidas de saúde pública para controlar as transmissões, diz Ammon, pedindo ainda que se acelere o progresso na vacinação.

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