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Como tirar a chupeta do bebê? Veja estratégias indicadas por especialistas

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Imagem: iStock

Bárbara Stefanelli

Colaboração para o VivaBem

11/12/2019 04h00

Oferecer a chupeta para o bebê é uma tentação. Muitos rejeitam o acessório, mas uma vez que pegam, é difícil largarem. No entanto, os malefícios para os pequenos são inúmeros, já que o uso do bico pode até prejudicar o aleitamento materno, como apontam as sociedades de pediatria pelo mundo. A utilização prolongada ainda atrapalha o desenvolvimento da dentição e até estimula vícios na fase adulta.

E se você recorreu à chupeta para acalmar o bebê, não se culpe. Estes primeiros anos de vida podem mesmo ser um turbilhão e qualquer ajuda é bem-vinda. Mas caso queira dar um basta no uso do acessório, a reportagem de VivaBem conversou com especialistas em pediatria que deram dicas úteis para quem quer retirar de vez o bico da rotina da criança. Veja, abaixo, as melhores estratégias.

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  • Converse com a criança

    Com as crianças que já têm a capacidade de compreensão, o ideal é explicar que o uso da chupeta pode afetá-las, entortando os dentes ou dificultando a mastigação. A grande maioria entende e vai, aos poucos, deixando o acessório de lado. Nessa fase inicial, também pode ser estabelecido o período em que ela vai usar a chupeta --por exemplo, somente à noite. O local em que ela poderá utilizá-la também deve ser restrito a apenas quando está em casa.

  • Substitua a chupeta por outro conforto

    O ideal é que até os dois anos de vida a chupeta seja gradualmente removida. Para as crianças com menos de dois anos, a sugestão é que o acessório seja substituído gradativamente por algo que também ofereça conforto e segurança à criança. Tente trocar a chupeta por uma conversa, cante músicas, conte uma história, dê colo ou ofereça um paninho ou um bichinho que a criança goste.

  • Não deixe a chupeta a noite toda

    Retirar o acessório logo que a criança durma, evita que ela mantenha a sucção durante o período do sono. Evite deixar a chupeta pendurada na roupa, para a criança não tê-la com facilidade. Também não dê mais de uma chupeta.

  • Não tire a chupeta de forma brusca

    A retirada deve ser lenta e gradual. É importante que os pais não façam essa transição de forma brusca e, sim, de maneira gradual, pois o acessório é um fator de segurança para a criança. Se a chupeta for retirada de uma vez ela irá se sentir muito insegura e ansiosa. É importante também não dizer que é feio ou errado o uso da chupeta e, sim, que ela não precisa mais dela, pois já está em uma nova fase.

  • Sugira alguma troca

    Pode ser estabelecida uma meta para que a criança se sinta estimulada a atingir o objetivo, como, por exemplo, um passeio esperado ou um presente que já havia sido prometido ou comentado. Outra sugestão é combinar que a chupeta será trocada por algo que traga o mesmo conforto e segurança. Por exemplo, a própria presença dos pais na hora de dormir.

  • Primeira noite sem chupeta

    Aja com muita paciência, compreensão e amor. Quem estiver presente neste momento deve tentar o máximo que puder utilizar outras formas de confortar. No momento, vá conversando e procurando entender porque a criança recorre à chupeta. Se mantenha firme na decisão, mas sempre lembrando que esta transição deve ser feita com muito carinho.

    Uma opção é ler uma história ou cantar uma canção de ninar para tranquilizar a criança na hora de dormir. Prepare-se para ter algumas noites conturbadas, mas tenha em mente que esta é a melhor decisão para a saúde da criança.

  • Momento certo

    Não há um momento específico. A melhor época é aquela que a ideia está bem amadurecida por parte dos pais. É importante sinalizar para a criança o dia em que está iniciando a transição e estabelecer um prazo para o término. Evitem fazer a retirada ao mesmo tempo em que outros acontecimentos importantes estão ocorrendo na vida dela, como, por exemplo, o desfralde, a entrada na escola ou a chegada de um irmão.

  • Seja firme na decisão

    A criança sente a insegurança dos pais e isso pode influenciar no contexto emocional dela. Sendo assim, é importante que os pais estejam seguros e demonstrem isso. Tirando esse apoio emocional, a criança deve sentir essa segurança vinda dos pais e saber que eles são um porto seguro na vida dela.

  • Uma vez que tirou nunca mais pode devolver?

    No momento em que se devolve a chupeta para a criança, os responsáveis estão sinalizando que ela pode recorrer à utilização do acessório sempre que necessário. O ideal é manter-se firme na decisão, para que a criança também se sinta estimulada e capaz.

Fonte: Célia Regina Bocci da Silva, pediatra do Sabará Hospital Infantil (SP); José Gabel, do departamento científico de pediatria ambulatorial da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) e Melina Amarins, psicóloga e psicopedagoga do departamento materno-infantil do Hospital Albert Einstein (SP).

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