PUBLICIDADE

Topo

Viagem


Airbnb continua a oferecer aluguéis de temporada em Wuhan, na China

O Airbnb aconselhou anfitriões da região a prestarem muita atenção à evolução da epidemia  - Getty Images
O Airbnb aconselhou anfitriões da região a prestarem muita atenção à evolução da epidemia Imagem: Getty Images

Nate Lanxon

31/01/2020 12h26

O Airbnb solicitou aos anfitriões em partes da China afetadas pelo coronavírus que ajudassem hóspedes com possíveis mudanças nas reservas, mas sem alertar clientes sobre a doença.

Centenas de imóveis permanecem disponíveis por meio da plataforma de reservas na cidade de Wuhan, na província central de Hubei, onde o vírus que matou mais de 200 pessoas deve ter originado.

Em uma mensagem, o Airbnb aconselhou anfitriões da região a prestarem muita atenção à evolução da epidemia e para serem prestativos se o itinerário ou planos de um hóspede mudasse repentinamente.

"O Airbnb lançou uma política especial de cancelamento para reservas de acomodação em Wuhan", disse a mensagem em chinês, acrescentando que os anfitriões permaneçam em contato com os clientes. Por fim, o Airbnb deixou a cargo de cada anfitrião a decisão de aceitar ou não reservas.

Imóveis em Wuhan ainda aparecem no site da Airbnb  - Reprodução/Airbnb
Imóveis em Wuhan ainda aparecem no site da Airbnb
Imagem: Reprodução/Airbnb

"Ativamos nossa política de circunstâncias extenuantes para oferecer aos anfitriões e hóspedes afetados a opção de cancelamento de reservas sem cobranças", disse um porta-voz da Airbnb em comunicado. "Estaremos continuamente avaliando e atualizando esta política."

Como outras empresas de serviços on-line, o Airbnb tenta lidar com a crise criada por um patógeno cuja propagação não dá sinais de recuo. A Organização Mundial da Saúde declarou o surto do coronavírus como uma emergência de saúde pública global, isso permitirá que autoridades de saúde pública ajudem países com sistemas de saúde menos estruturados a impedirem a propagação do vírus.

Centenas de propriedades em Wuhan estavam disponíveis no Airbnb já na noite de 30 de janeiro, com descontos de até 15% oferecidos como promoção do Ano Novo Lunar.

Um repórter da Bloomberg News conseguiu concluir com êxito uma reserva, com pagamento efetuado com cartão de crédito do Reino Unido, sem ser avisado no aplicativo do Airbnb ou em e-mails de confirmação sobre os alertas de saúde e viagem.

Em uma mensagem, o anfitrião disse que continuava a aceitar reservas para ajudar pessoas que não podiam retornar à cidade natal a encontrarem um lugar para ficar. O processo é semelhante para hotéis e suas parcerias com sites como Booking.com. Uma busca de acomodação em Wuhan na plataforma usando um computador com sede no Reino Unido produz uma ampla gama de opções de hotéis. No entanto, havia confusão sobre se os hotéis estavam funcionando.

Médica usando roupas de proteção no hospital da Cruz Vermelha em Wuhan, na China - AFP
Médica usando roupas de proteção no hospital da Cruz Vermelha em Wuhan, na China
Imagem: AFP

O Booking.com mostra o Hilton Wuhan Riverside como esgotado para a noite de 31 de janeiro. No site do hotel, são fornecidos mais detalhes: "Como medida de precaução, de acordo com os esforços de prevenção na China e com os requisitos do governo local, o Hilton Wuhan Riverside interromperá temporariamente as reservas a partir de agora até 15 de fevereiro de 2020."

Uma mensagem idêntica é mostrada a clientes que tentam reservar em outro hotel da rede, o Hilton Wuhan Optics Valley.

No entanto, na quinta-feira à tarde, em Londres, o site do Booking.com dizia que o Hilton Wuhan Riverside havia sido reservado duas vezes nas seis horas anteriores. Não havia alerta de saúde visível para potenciais hóspedes.

Uma porta-voz do Hilton WorldWide Holdings disse: "Não controlamos sites de terceiros ou como eles exibem suas ofertas", mas acrescentou que alertas e conselhos de saúde são exibidos nos sites do próprio Hilton.

O Booking.com não respondeu a um pedido de comentário.

Viagem