Conteúdo publicado há 1 mês

Policial penal é procurado por suspeita de assassinar ex-mulher em SP

Uma mulher de 43 anos morreu após ser baleada pelo ex-marido no interior de São Paulo. O suspeito, um policial penal, é considerado foragido.

O que aconteceu

Eliane do Carmo Oliveira foi baleada dentro do próprio carro em Itaporanga (SP). Ela tinha acabado de estacionar o veículo na frente da pizzaria do filho dela, na região central do município, no sábado (13).

Mulher foi socorrida, mas não resistiu. Ela foi levada à Santa Casa de Itaporanga e teve a morte constatada no local.

Testemunhas viram o policial penal atirar em Eliane. Pessoas que estavam dentro da pizzaria do filho da vítima contaram à polícia que viram o momento em que Luciano Aparecido da Silva, 48, fugiu em uma moto.

Armado, suspeito teria ameaçado policiais. Segundo o boletim de ocorrência, PMs chegaram a montar uma blitz para prender Luciano, mas ele não obedeceu às ordens de parada e fez sinal de que sacaria uma arma, conseguindo fugir.

Homem é considerado foragido. A prisão do suspeito foi decretada e "diligências prosseguem para localizá-lo e detê-lo", informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo em nota enviada ao UOL. O caso foi registrado como feminicídio na Delegacia de Polícia de Taquarituba.

Procedimento administrativo interno foi aberto. Em nota, a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) informou que houve a instauração de procedimento administrativo interno contra o policial penal envolvido no fato.

A SAP esclareceu ainda que, em razão das atribuições do cargo e das atividades exercidas, o agente possuía posse e porte de arma. "Caso comprovada a culpa, o agente estará sujeito às penalidades previstas na legislação administrativa, que podem chegar até a demissão a bem do serviço público", explicou o órgão.

Filho lamentou morte da mãe. Em publicação nas redes, o filho de Eliane, que não estava trabalhando no momento do crime, disse que a morte foi "violenta e cruel". O corpo de Eliane foi enterrado no domingo (14).

Continua após a publicidade

Foram sete tiros, disparados pelo meu próprio pai, uma tragédia que dilacera meu coração e deixa uma ferida que jamais cicatrizará.
Filho de Eliane, em publicação nas redes sociais

O UOL não conseguiu contato com Luciano ou qualquer defensor dele até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.

Em caso de violência, denuncie

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Continua após a publicidade

Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e através da página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.

Deixe seu comentário

Só para assinantes