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Quem é Simone Tebet, 1ª mulher pré-candidata à corrida presidencial de 2022

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, à tribuna, senadora Simone Tebet (MDB-MS). Foto: Roque de Sá/Agência Senado - Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, à tribuna, senadora Simone Tebet (MDB-MS). Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, à tribuna, senadora Simone Tebet (MDB-MS). Foto: Roque de Sá/Agência Senado Imagem: Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, à tribuna, senadora Simone Tebet (MDB-MS). Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Júlia Flores e Luiza Souto

De Universa

08/12/2021 12h59

O MDB anunciou nesta quarta-feira (8) a pré-candidatura de Simone Tebet à Presidência do Brasil. Com isso, a senadora do Mato Grosso do Sul é, até o momento, a primeira e única mulher com a intenção de concorrer ao cargo federal.

Simone começou sua vida política há 18 anos, como deputada estadual. Ela foi a primeira prefeita de Três Lagoas, cidade a 300 km da capital Campo Grande, e a primeira vice-governadora do estado. Além disso, é advogada, mãe e professora.

Em âmbito federal, Tebet —que desde 2015 ocupa uma cadeira no Congresso— também fez história ao se tornar a primeira mulher presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a primeira mulher a concorrer à Presidência do Senado e, agora, a primeira política da história do MDB a ser anunciada como pré-candidata à Presidência do Brasil.

"Senti na força da mulher emedebista a vontade de ser a primeira pré-candidata do partido", disse a senadora durante o discurso de anúncio da sua campanha. Na fala, Simone destacou educação, saúde e agropecuária de qualidade para que o país avance, frisando o combate à fome como uma das bandeiras politicas de seu governo. "A minha verdadeira missão é edificar uma nova política nacional", disse.

Em seu discurso, que começou com gritos da plateia de "Brasil pra frente, Simone presidente", Tebet falou, inclusive, que notícias sobre a fome foram decisivas para a sua pré-candidatura.

"Li num jornal que no Brasil, hoje, 5 milhões de crianças vão dormir com fome. E temos mais de 20 milhões de brasileiros que ficam dia sim, dia não sem se alimentar."

Com forte atuação na CPI da Covid, chorou ao lembrar dos mortos pela doença, criticou a alta taxa de desemprego e a precariedade na educação do governo de Jair Bolsonaro (PL).

"Um governo que não tem plano nacional nem regional de desenvolvimento e promove a discórdia e a polarização, quer aniquilar as minorias hoje vitimas do gabinete do ódio, que numa estratégia bem preparada tenta impedir o pensamento crítico, a oposição e a imprensa livre", ela complementou.

CPI da Covid

Durante sessões da CPI da Covid, inclusive, Tebet chegou a ser chamada de "descontrolada" pelo ministro da CGU Wagner Rosário. Em entrevista a Universa, a senadora comentou a postura do colega, classificada como violência política de gênero: "É natural que os ânimos estejam acirrados na CPI que investiga a condução da pandemia de covid-19 pelo governo, mas isso não valida o desrespeito entre os colegas. Já estamos conversando com os líderes partidários para que o nosso direito à opinião seja respeitado e para que nenhuma mulher tenha sua fala entrecortada por timbres masculinos. Queremos falar sem ser interrompidas."

Agora, para que seja oficializada como candidata à Presidência da República em 2022, o MDB precisa aprovar o nome de Tebet e a política deve registrar a campanha no TSE. "Estou disposta a ir até o final", garantiu a senadora.

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