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Marie Curie: quem foi 1ª mulher a ganhar Nobel que inspira filme na Netflix

A cientista Marie Curie - Reprodução/History
A cientista Marie Curie Imagem: Reprodução/History

De Universa

16/04/2021 16h41

Uma das mais importantes cientistas de todos os tempos, Marie Curie (1867-1934) foi a primeira mulher a ganhar o prêmio Nobel, em 1903, em Física. Em 1911, voltou a ser premiada, dessa vez por seu trabalho como química, se tornando a primeira pessoa a vencer o prêmio duas vezes.

Sua brilhante carreira — além de alguns imbróglios da vida pessoal — é contada no filme "Radioactive", que estreou na Netflix na quinta-feira (15) e está entre os mais vistos na plataforma entre os assinantes brasileiros. Conheça um pouco mais de sua história:

Estudava escondida em uma época que mulheres não poderiam ir à escola

Cena do filme "Radioactive" - Divulgação - Divulgação
Cena do filme "Radioactive"
Imagem: Divulgação

Curie nasceu na Polônia em 1867, quando parte do país era comandada pela Rússia. Os russos, por sua vez, proibiam mulheres de estudarem. Ela e a irmã, então, começaram a estudar escondidas. Em 1891, se mudou para Paris, na França, onde estudou física, matemática e química.

Na capital francesa também conheceu o homem que viria a ser seu marido, Pierre Curie. Ao lado dele e do físico Henri Becquerel, desenvolveram importantes estudos sobre o urânio, que culminaram na descoberta da radioatividade. O feito foi fundamental para o desenvolvimento de tecnologias e tratamentos utilizados até hoje, como o raio-x e a radioterapia.

Primeira mulher a receber o Nobel

Pela descoberta científica, Curie, o marido e Becquerel receberem o Nobel de física em 1903. Apesar do reconhecimento, a cientista continuava submetida ao machismo mesmo entre os estudiosos e acadêmicos. Para Pierre, o prêmio garantiu um emprego na Universidade de Sorbonne, enquanto ela manteve seu cargo de assistente de laboratório.

Marie e Pierre Curie - Reprodução - Reprodução
Marie e Pierre Curie
Imagem: Reprodução

Após a morte do marido, em 1906, ela se torna professora da Sorbonne e começa a desenvolver uma nova pesquisa sobre radioatividade. Acaba descobrindo novos elementos, o rádio e polônio, esse último em homenagem ao seu país de origem. Três anos depois, competindo por uma cadeira na Academia Francesa de Ciências, era duramente atacada por não ter nascido na França.

Premiada pela segunda vez mesmo após uma campanha de difamação

Em um novo episódio de ataques, ela começa a ser criticada por ter um caso com um homem casado e passa a se esconder. É chamada de destruidora de lares pelos jornais da época. Apesar de tudo isso, alcança outro feito em 1911: vence o Nobel de química e se torna a primeira pessoa do mundo a ganhar duas vezes o prêmio.

O Brasil também fez parte do currículo da cientista. Apesar de ser ignorada pela entidade francesa, ela foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Ciências, como membro correspondente.

Marie Curie morreu em 1934, aos 67 anos, de leucemia. A causa da morte tem relação com a constante exposição a elementos radioativos ao longo de sua carreira.

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