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Para não adiar casamento, casal faz celebração no estilo drive-in

O casamento drive-in de Anna Gabriely e Vinicius Meneguzzi - Willian Matos/Divulgação
O casamento drive-in de Anna Gabriely e Vinicius Meneguzzi Imagem: Willian Matos/Divulgação

Simone Machado

Colaboração para Universa

18/07/2020 04h00

Com o vestido e o cenário dos seus sonhos, Anna Gabriely Fonseca, 21, é acompanhada pelo pai até o altar, onde seu noivo, Vinicius Meneguzzi, 26, a espera com lagrimas nos olhos.

A cerimonia a céu aberto, ao lado de um lago de águas claras, é iluminada pelo pôr do sol. Tudo acontece de acordo com o planejado e segue o padrão de um casamento tradicional, a não ser por um detalhe: todos os 85 convidados acompanham o evento de dentro de seus carros e expressam seu carinho pelo casal apertando as buzinas.

Essa foi a alternativa que os noivos de Campo Grande encontraram para casar, mesmo durante a pandemia. Segundo eles, a cerimônia vinha sendo planejada há mais de um ano e precisou passar por diversas adequações para acontecer diante desse novo cenário.

Inicialmente, a festa seria realizada em um salão e teria bufê, pista de dança e cerca de 150 convidados, entre familiares e amigos.

"Quando a pandemia começou a se intensificar no Brasil pensamos em remarcar a festa ou até mesma cancelá-la. Mas, mesmo se isso acontecesse, queríamos manter o casamento no civil, que, com a presença de poucas pessoas, poderia ser realizado normalmente", diz a noiva.

Mas, ao ver reportagens que mostravam a retomada dos cinemas e cultos religiosos no formato drive-in, surgiu a ideia de adaptar o casamento e celebrar o grande dia nesse modelo.

"Vi que era possível e, logo, contei para o meu noivo e para nossos pais. Todos apoiaram a ideia até então inusitada e começamos a correr contra o tempo para readaptar nosso casamento", conta Anna Gabriely.

Álcool em gel como lembrancinha

O primeiro detalhe a ser revisto foi o local: o salão deu lugar a uma chácara. Depois, o número de convidados precisou ser reduzido a 85 pessoas. O bufê se transformou em uma caixa de aperitivos e outra de doces que foram entregues aos convidados. E as lembrancinhas foram álcool em gel e sabonetes artesanais.

Para que desse tempo de fazer todas as adequações, a data do casamento passou do dia 6 de junho para o dia 4 de julho. Todos os convidados —encaixados em 30 carros— receberam convites explicativos a respeito da mudança e das normas de saúde que deveriam seguir no casamento estilo drive-in.

"Cada motorista foi instruído pelo cerimonial sobre o local em que deveria estacionar. Num mesmo veículo, só estavam pessoas que vivem na mesma casa. E pedimos para que os convidados não descessem do carro e para que usassem máscaras", acrescenta a noiva, sem deixar de ressaltar que todos os convidados estavam trajados socialmente como em um casamento tradicional.

Fotos com um totem do casal

As fotos com o casal também tiveram que ser adaptadas. Para deixar registrado o momento, os noivos fizeram um totem em tamanho real do casal, que foi colocado em uma área reservada às fotos. Cada família, uma por vez, pôde ir até o local e registrar o momento.

Outro detalhe adaptado foi a presença de pessoas no altar. Apenas os pais dos noivos e os avós —que usavam máscaras— permaneceram no local. A cerimônia foi realizada pelo irmão da noiva, para reduzir o número de pessoas que não faziam parte do círculo familiar.

"Os únicos profissionais que tivemos foram os que cuidaram do cerimonial, mas todos estavam de máscaras e usavam luvas", lembra a noiva. "A cerimonia também foi algo rápido, durou cerca de 30 minutos, porque não queríamos que os convidados ficassem cansados ou desconfortáveis por estarem sentados no carro", diz Anna Gabriely.

Para entrar no clima do casamento drive-in, o pajem veio em um minicarro.

Apesar de toda a ansiedade pelas mudanças e pela segurança dos convidados, o tão esperado "sim" superou as expectativas. "Nós estávamos superansiosos, mas percebemos que os convidados também estavam porque ninguém sabia ao certo como tudo seria. E foi tudo lindo e mais perfeito do que imaginávamos."

Segundo a noiva, a única coisa que fez falta foram os abraços e beijos. "Só tinha pessoas que amamos muito e abraçar quem a gente gosta faz muita falta", diz.

Lua de mel adiada

Por causa da pandemia, o casal teve que cancelar a lua de mel. A viagem para os Estados Unidos, que aconteceria logo após a cerimônia, ainda não ganhou uma nova data.

"A viagem vai ter que esperar um pouco mais, mas, quando tudo melhorar, vai acontecer", diz Anna Gabriely.

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