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Brasil registra 329 mortes de pessoas LGBT+ em 2019, uma a cada 26 horas

Bandeira LGBT+Foto/Reprodução - Bandeira LGBT+Foto/Reprodução
Bandeira LGBT+Foto/Reprodução Imagem: Bandeira LGBT+Foto/Reprodução

De Universa, em São Paulo

23/04/2020 16h57

Relatório divulgado pelo Grupo Gay da Bahia informa que 329 LGBT+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) tiveram morte violenta no Brasil, vítimas da homotransfobia, em 2019. Foram 297 homicídios e 32 suicídios. Isso equivale a 1 morte a cada 26 horas.

O grupo indica uma redução de 26%, se comparado com o ano anterior. Em 2017 foram 445 mortes e em 2018, 420.

Segundo o professor Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia, a redução nos números se deve aos cuidados mantidos pela população LGBT após o discurso "homofóbico" do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de seus apoiadores.

"A explicação mais plausível para tal diminuição se deve ao persistente discurso homofóbico do presidente da República e sobretudo às mensagens aterrorizantes dos 'bolsominions' nas redes sociais no dia a dia, levando o segmento LGBT a se acautelar mais, evitando situações de risco de ser a próxima vítima, exatamente como ocorreu quando da epidemia da Aids e a adoção de sexo seguro por parte dessa mesma população", destacou ele.

"Há ainda a hipótese de que a criminalização da homofobia, equiparada ao racismo, teria inibido potenciais assassinos", completou Domingos Marcelo Oliveira, coordenador da pesquisa, referindo-se à decisão tomada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que equiparou a homofobia ao crime de racismo, em junho do ano passado.

Na ocasião, Bolsonaro disse que a decisão prejudicaria os próprios homossexuais. "O STF entrou na esfera penal, estão legislando agora. E essa decisão prejudica os próprios homossexuais. A decisão do Supremo, com todo respeito aos ministros, foi completamente equivocada", afirmou.

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