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Platô: conheça a fase de 'plataforma orgásmica', tão importante para o sexo

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Imagem: eclipse_images/iStock

Heloísa Noronha

Colaboração para Universa

14/03/2020 04h00

O estudo das fases do ciclo de resposta sexual, percurso que abrange o surgimento do desejo até a fase pós-orgasmo - começou em 1897, quando o médico e psicólogo Havelock Ellis (1859-1939) analisou e descreveu as etapas como tumescência, caracterizada pela vasocongestão dos órgãos genitais e detumescência, descrita como descarga da energia acumulada. Entre as décadas de 1950 e 1960, a dupla de ginecologistas norte-americanos Master & Johnson descobriu como funciona a fisiologia do orgasmo. Conforme suas descobertas, a resposta sexual - tanto masculina quando feminina - agruparia quatro fases: excitação, platô, orgásmica e resolução. Em 1979, no entanto, a sexóloga austríaca Helen Kaplan (1929-1995) sugeriu um modelo trifásico da resposta sexual - desejo, excitação e fase orgásmica - que depois evoluiu para desejo, excitação, orgasmo e resolução.

Embora, hoje em dia, o termo platô não seja usado por alguns especialistas, que entendem que ele já faz parte do estágio da excitação, na prática ele significa uma espécie de "plataforma orgásmica" que estabilizaria o nível de tesão. "A fase de platô é compreendida como a manutenção e a continuidade do passo anterior, de excitação. O platô é muito importante para o desenrolar do envolvimento sexual e o desenvolvimento do desejo durante a relação. Seria equivalente ao momento das preliminares, em que os corpos começam a sofrer alterações como a ereção, nos homens, e a lubrificação e o intumescimento do clitóris, nas mulheres", descreve Breno Rosostolato, psicólogo, educador sexual e cofundador do projeto de imersão para casais LovePlan.

Para Arnaldo Barbieri Filho, psiquiatra, sexólogo e diretor do IES (Instituto de Estudos da Sexualidade), de Ribeirão Preto (SP), como muitas mulheres não atingem o orgasmo apenas com a penetração, esse é o momento certo para mais estímulos - sexo oral, carícias direcionadas no clitóris e estimulo no ponto G são mais que bem-vindos. "No entanto, devemos lembrar que o maior órgão sexual humano é a pele. Esta pode ser estimulada de várias maneiras, em vários locais e com variável intensidade. Portanto, a preliminar mais excitante para cada mulher depende muito do gosto pessoal", informa o especialista.

Segundo Breno, sex toys também podem ser bons aliados na fase do platô - que, como também é vivenciada durante a masturbação, pode ganhar um reforço extra com o uso de vibradores, bullets e sugadores de clitóris. Já Tiago Brumatti, terapeuta tântrico de São Paulo (SP), explica que uma das melhores formas para retardar a ação dessa plataforma orgásmica - e, assim, curtir o cada segundo do sexo com maior intensidade - é prestar atenção na respiração. "Conforme ela for ficando acelerada, é fundamental tentar controlá-la e respirar com mais calma, sem tanta afobação, prestando atenção na expiração e na inspiração", aconselha.

Para isso, outra dica é que a mulher esteja 100% presente ali na transa, focada no momento, com a mente livre de estresse e preocupações. "Quando estamos conectados com uma situação, o corpo percebe e responde melhor aos diferentes estímulos: visuais, táteis, auditivos, clitorianos...", diz. Assim, é possível se entregar com mais intensidade ao prazer e identificar quando ele fica mais intenso e quando diminui para depois aumentar novamente, até acontecer o clímax.

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