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Suzane von Richthofen tentou seduzir psicólogo para mudar regime de prisão

Suzane, em foto de 2014: ela  foi submetida a exame por psicólogos e psiquiatras - Divulgação
Suzane, em foto de 2014: ela foi submetida a exame por psicólogos e psiquiatras Imagem: Divulgação

De Universa

17/01/2020 12h43

O livro "Suzane - Assassina e Manipuladora", escrito pelo jornalista Ullisses Campbell e lançado nesta sexta-feira (17), traz revelações sobre a vida de Suzane von Richthofen, condenada por matar os pais em 2002.

Conta, por exemplo, que aos 30 anos — hoje ela tem 36 — Suzane fez um teste psicológico a seu pedido, para a Justiça determinar se ela poderia ir para um regime mais leve de prisão. Durante o teste, tentou seduzir o psicólogo.

"Perfumou-se, ofereceu água e café para o psicólogo, e na frente dele fez um coque meio bagunçado no cabelo. (...) Disse, com voz macia, 'Nossa, você é jovem!'", escreve Campbell no livro.

O teste ao qual ela foi submetida, e por três vezes, é composto por 10 pranchas com imagens abstratas. Ela tinha que analisá-las e dizer o que enxergava nelas. "As respostas projetam aspectos da personalidade, incluindo alguns que o analisado não quer que venham à tona; por exemplo, violência, raiva, traumas e aspectos da sexualidade", explica Campbell.

"Ele [o psicólogo] agradeceu e mostrou para ela a primeira prancha. Ela teria respondido: um esqueleto, mandíbulas, um cálice e uma flor. [Em outro teste] Suzane recorreu a uma fraude. Conseguiu com um advogado um livro sobre o teste e estudou. A 'cola' não dá certo. O paciente é obrigado a mostrar para o psicólogo o ponto exato onde diz ter encontrado tal figura. Eles também Eles também percebem o drible porque o paciente de má-fé dá respostas rápidas".

Segundo Campbell, os especialistas a categorizam como narcisista, egocêntrica, com agressividade camuflada e comportamento infantilizado. "A combinação dessas características é muito perigosa. Enquanto os pais eram mortos a pauladas com gritos agonizantes, ela tapou os ouvidos e em nenhum momento chorou."

"Quando perguntada se sente remorso, ela diz que sim. Mas o motivo do suposto arrependimento entrega sua mente conturbada. Ela diz: 'Perdi a melhor fase da minha vida na cadeia. Eu podia ter estudado, ter uma profissão, construído uma vida'. Suzane computa os assassinatos como um prejuízo pessoal."

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que dizia a matéria, o crime ocorreu em 2002, não em 2012.

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