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Lady Gaga fala sobre como superou automutilação e descobriu sua autoestima

De Universa, em São Paulo

06/11/2019 10h54

A revista Elle chamou Oprah Winfrey para entrevistar Lady Gaga, e o resultado foi uma conversa franca sobre autoestima, traumas do passado e o novo projeto da popstar, a linha de maquiagem Haus Laboratories.

Gaga contou que fundou a linha, em parte, para "se rebelar contra o status quo da beleza atualmente". "Eu senti que tinha a plataforma, e já tinha construído a fundação para fazer isso, porque as pessoas sabiam quais eram os meus princípios", comentou.

"Hoje em dia, nas redes sociais, a beleza é uma competição. É como um concurso de miss. A minha empresa existe em um espaço na cultura atual em que dizemos: 'Nossa casa, suas regras'. Todo mundo é bem-vindo. Estou falando sobre todas as identidades de gênero, todas as identidades raciais, todas as idades", comentou.

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Uma jornada de autoestima

A cantora e atriz ainda disse que a maquiagem foi muito importante para ela na juventude. "Eu me sentia muito feia, e estava muito mal com tudo. Quando larguei a faculdade e disse que queria fazer música, meus pais não ficaram felizes", contou.

"Então eu fui até a farmácia para comprar maquiagem. Eu fiz experimentos com cores, e me olhei no espelho. Eu me inventei. Inventei Lady Gaga. Isso fez com que eu me sentisse forte, poderosa", continuou.

"Eu sofro de depressão desde que sou uma garotinha, mas meu Deus, eu virei uma super-heroína. Foi como Clark Kent e Superman — [a maquiagem] me deu asas. É por isso que eu me recusei a mudar", apontou ainda.

"Conforme minha carreira progrediu, mesmo antes de eu ficar muito famosa, as pessoas diziam: 'Oh, a maquiagem. Há maquiagem demais. É um exagero'. E eu dizia: 'Isso é minha força de vida. Isso me ajuda a voar'", completou.

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Superando os traumas

A estrela também se abriu sobre sua luta contra traumas de infância e adolescência, especialmente o abuso sexual que sofreu aos 19 anos. Gaga admitiu que as memórias dolorosas deste incidente a levaram a automutilação.

"Eu nunca falei muito disso, mas acho que é importante que as pessoas saibam: por muito tempo, eu me cortei", confessou. "O que me fez parar de me machucar foi que eu percebi que, na verdade, o que eu queria era mostrar de alguma forma para as pessoas que estava sofrendo, ao invés de falar com elas e pedir ajuda".

"Eu percebi que o simples ato de dizer para alguém que estava sentindo vontade de me machucar aliviava a dor. Eu tinha pessoas ao meu lado que diziam: 'Você não precisa me mostrar nada, apenas me diga: O que você está sentindo?'. E então eu tinha espaço para contar minha história", continuou.

"Eu já acreditei que não tinha jeito de superar o meu trauma. Eu realmente acreditei. Passei muito tempo sentindo dor física, mental, emocional. Os remédios funcionam, mas é preciso terapia também, porque há uma parte disso que você precisa fazer por si mesmo", completou.

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